terça-feira, 27 de agosto de 2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRÃO ESTADO DA BAHIA EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO 01/2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRÃO
ESTADO DA BAHIA
EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO 01/2013 



O CHEFE DO EXECUTIVO MUNICIPAL DE PEDRÃO - ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição Federal, na Lei Orgânica Municipal, nas Leis Municipais nº. 283/2006, 243/2001, e nas demais leis que regem a espécie, em cumprimento às normas estabelecidas pelo Tribunal de Contas dos Municípios - TCM, bem como as normas contidas neste Edital, TORNA PÚBLICO, que estarão abertas as inscrições do CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS PARA O PROVIMENTO DE CARGOS do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Pedrão, Estado da Bahia, além das que surgirem durante o prazo de validade do certame. O Concurso Público será regido por este Edital e pelos princípios gerais do Direito que regem a matéria. O concurso público será planejado e executado pela SEPROD - SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS.

2. DAS INSCRIÇÕES

As inscrições ficarão abertas no período de 19 a 30 de Agosto de 2013, na sede da Prefeitura Municipal ou pelo site www.seprod.com.br. O candidato que efetivar mais de uma inscrição, para o mesmo período de aplicação da prova objetiva, terá confirmado em apenas uma, sendo as demais canceladas.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Sociologia, o que é?

Sociologia - tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupo.

A Sociologia é uma das Ciências Humanas que tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupos, instituições e associações. Enquanto a Psicologia estuda o indivíduo na sua singularidade, a Sociologia estuda os fenômenos sociais, compreendendo as diferentes formas de constituição das sociedades e suas culturas.

O termo Sociologia foi criado em 1838 (séc. XIX) por Auguste Comte, que pretendia unificar todos os estudos relativos ao homem — como a História, a Psicologia e a Economia. Mas foi com Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber que a Sociologia tomou corpo e seus fundamentos como ciência foram institucionalizados.

A Sociologia surgiu como disciplina no século XVIII, como resposta acadêmica para um desafio que estava surgindo: o início da sociedade moderna. Com a Revolução Industrial e posteriormente com a Revolução Francesa (1789), iniciou-se uma nova era no mundo, com as quedas das monarquias e a constituição dos Estados nacionais no Ocidente. A Sociologia surge então para compreender as novas formas das sociedades, suas estruturas e organizações.

A Sociologia tem a função de, ao mesmo tempo, observar os fenômenos que se repetem nas relações sociais – e assim formular explicações gerais ou teóricas sobre o fato social –, como também se preocupa com aqueles eventos únicos, como por exemplo, o surgimento do capitalismo ou do Estado Moderno, explicando seus significados e importância que esses eventos têm na vida dos cidadãos.

Como toda forma de conhecimento intitulada ciência, a Sociologia pretende explicar a totalidade do seu universo de pesquisa. O conhecimento sociológico, por meio dos seus conceitos, teorias e métodos, constituem um instrumento de compreensão da realidade social e de suas múltiplas redes ou relações sociais.

Os sociólogos estudam e pesquisam as estruturas da sociedade, como grupos étnicos (indígenas, aborígenes, ribeirinhos etc.), classes sociais (de trabalhadores, esportistas, empresários, políticos etc.), gênero (homem, mulher, criança), violência (crimes violentos ou não, trânsito, corrupção etc.), além de instituições como família, Estado, escola, religião etc.

Além de suas aplicações no planejamento social, na condução de programas de intervenção social e no planejamento de programas sociais e governamentais, o conhecimento sociológico é também um meio possível de aperfeiçoamento do conhecimento social, na medida em que auxilia os interessados a compreender mais claramente o comportamento dos grupos sociais, assim como a sociedade com um todo. Sendo uma disciplina humanística, a Sociologia é uma forma significativa de consciência social e de formação de espírito crítico.

A Sociologia nasce da própria sociedade, e por isso mesmo essa disciplina pode refletir interesses de alguma categoria social ou ser usado como função ideológica, contrariando o ideal de objetividade e neutralidade da ciência. Nesse sentido, se expõe o paradoxo das Ciências Sociais, que ao contrário das ciências da natureza (como a biologia, física, química etc.), as ciências da sociedade estão dentro do seu próprio objeto de estudo, pois todo conhecimento é um produto social. Se isso a priori é uma desvantagem para a Sociologia, num segundo momento percebemos que a Sociologia é a única ciência que pode ter a si mesma como objeto de indagação crítica.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP


terça-feira, 20 de agosto de 2013

HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

POR QUE ESTUDAR FILOSOFIA E HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO?

Vocês que estão aqui presentes serão, daqui a alguns anos, professores. Escolheram livremente dedicarem suas vidas ao Magistério e é de presumir-se que o fizeram porque tem amor ao ensino. Daqui a alguns anos ser-lhes-ão confiados alunos desejosos de aprender pelos motivos os mais diversos, ainda que nem sempre pelo amor ao saber, e talvez possa caber a vocês despertarem em seus alunos esta vocação. De qualquer maneira, considerando as poucas vantagens materiais que o Magistério oferece atualmente, se nem sempre os alunos se dedicam ao aprendizado por verdadeiro amor ao saber, é provável que muitos, ou pelo menos alguns dos futuros professores tenham pelo menos um gérmen, uma semente do verdadeiro amor ao ensino.

É bastante provável, por causa disso, que verifiquem, ao iniciarem suas carreiras como professores, que as condições, o modo, o método pelo qual pais, alunos e diretores esperam que vocês ensinem não sejam os ideais para se obterem os resultados que se espera que o professor alcance. Irão, pois, querer melhorar; irão propor algumas pequenas mudanças, destas que são permitidas a cada início de ano escolar a todo professor, tais como mudar o livro texto, mudar o sistema de avaliação, mudar a didática das aulas. Mesmo assim, é possível que o resultado ainda deixe muito a desejar. Talvez então venham a perceber que o problema é mais profundo, que talvez não se trate apenas de uma questão de métodos, mas também de objetivos.

Todo professor pode mudar os objetivos a perseguir no início do ano letivo, dentro de certos limites. Mas ir mais além destes já não seria possível, porque o professor está vinculado, em seu trabalho, ao trabalho de todos os demais professores que seus alunos já tiveram, que estão tendo e que terão no futuro, dos quais, embora não saibamos de antemão os seus nomes, já sabemos aproximadamente o que irão ensinar aos nossos alunos. Assim, os objetivos do ensino no curso primário estão vinculados aos objetivos do ensino na Universidade e vice versa. Ainda que a professora primária não se aperceba disso e ainda que a maioria dos seus alunos não cheguem mesmo aos cursos superiores, o ensino que ela é chamada a ministrar depende da concepção e dos objetivos que estão por trás do ensino superior, e de muitas mais coisas que parecem estar aparentemente além da função da professora primária propriamente dita. Para reelaborar ou mesmo aprimorar os objetivos do ensino primário seria necessário, portanto, reelaborar os objetivos do sistema educacional como um todo. Poderíamos então perguntar se isto não poderia ser feito. Se não seria possível propor uma concepção mais aprimorada para o sistema educacional vigente.

Para responder a esta pergunta, devemos primeiramente observar quatro pontos, quatro aspectos que esta questão nos coloca e que ao mesmo tempo servirão para nos dar um primeiro, mas ainda pequeno, vislumbre do motivo pelo qual estudar Filosofia e História da Educação para a formação dos futuros professores.

Em primeiro lugar, antes de propor uma nova concepção e novos objetivos para o sistema educacional vigente, deveremos perguntar se realmente sabemos quais são as concepções e os objetivos do sistema de ensino vigente no momento. Surge aí uma primeira dificuldade e uma inesperada surpresa. Na sociedade moderna praticamente ninguém e nenhum educador saberá responder exatamente a esta pergunta. Ninguém sabe ao certo qual é o objetivo exato que o sistema educacional vigente persegue. Pode parecer estranho que se faça uma afirmação destas, ainda mais porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação tem uma justificação oficial de motivos. Ademais, haverá ainda muitos outros que irão supor que podem responder a esta pergunta. Mas, examinando mais detalhadamente estas respostas, mesmo que seja a dos autores da Lei de Diretrizes e Bases, submetidas a um exame mais rigoroso, iremos verificar que estas não são respostas realmente satisfatórias. O sistema de ensino tal como existe hoje é em grande parte produto de forças históricas, econômicas e sociais que nem sempre operaram de modo consciente. De alguma maneira, o sistema atual de ensino é este porque é isto que a sociedade em seu conjunto exige. Para entendermos porque ele é assim e não diferente, e portanto, podermos pensar mais realisticamente em modificá-lo a fundo, devemos então primeiro compreender como ele se desenvolveu até chegar a este ponto; e esta história, conforme veremos, tem aproximadamente, no nosso caso, cinco mil anos de duração.

Em segundo lugar, não basta compreender por que o ensino é o que é; é necessário também sermos capazes de compreender o que ele poderia ter sido ou como ele poderá ser.Esta questão já não é mais histórica. Considerada em pequena escala, considerada apenas em alguns aspectos, esta questão poderá ser talvez um problema de didática, um problema de psicologia do aprendizado, ou de qualquer outra disciplina técnica pedagógica. Mas, considerada em toda a sua amplitude, a mesma questão passará a ser um problema fundamentalmente filosófico. Vamos tomar um exemplo para ilustrar. No ensino nós formamos o homem; haverá também quem pense que no ensino formamos igualmente a futura sociedade. Vamos deixar este segundo aspecto de lado e ficar apenas no homem. No ensino nós formamos o homem. O objetivo do homem é aquilo que é bom para o homem. Se é assim, porém, o que é que é bom para o homem? Para respondermos a esta pergunta, teremos que responder primeiro o que é o homem. A questão do objetivo do ensino, assim, depende da questão da concepção do homem e esta é uma questão filosófica. Qualquer educador que não perceber isto claramente, ao propor qualquer reforma do ensino, fatalmente irá apresentar apenas reformas de métodos, nunca de objetivos. Para propor uma reforma mais profunda, uma reforma que seja uma contribuição e um progresso substancial para a sociedade, o educador terá que compreender primeiro claramente qual é a concepção de homem que está implícita no sistema vigente; depois, terá que compreender claramente quais seriam outras possíveis concepções de homem; deverá também saber discernir qual delas representa um progresso em relação às outras; somente a partir daí poderá propor uma melhoria essencial na Educação.

Ora, todas estas questões são questões filosóficas. Vemos, portanto, que a Filosofia está longe de ser apenas uma diversão de espírito para o educador. Ao contrário, é a própria base sobre a qual se assentam as possibilidades de um verdadeiro progresso para o ensino. Enquanto o educador não se torna filósofo, ele é simplesmente um instrumento inconsciente, quase que como um autômato controlado pelas leis da Educação que, por sua vez, estão entregues à mercê de forças históricas as quais muitas vezes, sob o disfarce do desenvolvimento tecnológico, podem não ser mais do que a expressão de instintos primitivos da natureza, da simples luta pela sobrevivência, em vez de uma verdadeira busca de uma plena realização do homem.

Ao chegarmos a este ponto, entra porém em cena uma terceira dificuldade. Perguntamos por uma concepção de homem. Que seria isto, diremos nós, senão perguntar coisas do seguinte tipo: O que é o homem? Por que ele existe? Com que finalidade ele existe? Ora, se é isto mesmo, então parece que estas perguntas não têm resposta. Nenhum de nós sabe respondê-las. Se perguntarmos aos nossos conhecidos, aos nossos vizinhos, ao motorista do táxi, ao jornaleiro, ao político, ao professor, também não o saberão dizer. Se abrirmos o jornal, a revista semanal, se ligarmos o rádio ou a televisão, também não iremos encontrar nenhuma resposta. Se insistirmos e exigirmos de todas estas pessoas que respondam, nos darão respostas infantis, respostas que não saberão justificar e das quais elas próprias não têm certeza. Ademais, nunca ouvimos falar que tais respostas tivessem sido dadas, dirão vocês. A conclusão que parece se tirar daí é que tais respostas não existem e que talvez nem possam existir.

Que se poderá a estas dificuldades? No momento, apenas que um estudo mais aprofundado é capaz de mostrar que houve na História grandes mestres de Filosofia que tentaram responder seriamente a tais perguntas e que, independentemente do problema de se saber aqui se eles acertaram ou não, foram também capazes de justificá-las de modo incomum. E que, talvez devido à profundidade de suas respostas e às exigências particulares necessárias para compreendê-las, a grande massa da humanidade, aquela que justamente acabou organizando o atual sistema de ensino, não foi capaz de abarcá-las. O que significa que, se queremos examinar tais problemas, será de fato inútil perguntar tais coisas a colegas e a vizinhos, mas deveremos primeiro nos aproximar e estudar estes grandes mestres com esforço e com paciência para procurar compreender bem a profundidade do que eles nos quiseram transmitir. Então talvez poderá surgir uma luz mais profunda em nosso espírito sobre os problemas da Educação.

Finalmente, em quarto lugar, queremos adiantar aqui que este mesmo estudo mais detalhado da História da Educação, paralelo ao da Filosofia, irá mostrar também que, apesar da pouca compreensão que não só as grandes massas como também os responsáveis pela Educação tiveram destes mestres, o trabalho destes grandes homens não foi totalmente em vão. A maioria dos pontos positivos que houve na Educação e na sociedade de todas as épocas, e inclusive na nossa, se deveu justamente àquele pouco que foi historicamente assimilado de suas obras. Desta maneira, apenas um conhecimento histórico não é suficiente para uma exata compreensão do estado atual da Educação. É também necessário um conhecimento paralelo de Filosofia, de outra forma a melhor parte, a parte mais nobre do desenvolvimento da Educação escapará totalmente de diante de nossa vista, assim como toda a gama de possibilidades que o trabalho do educador ainda pode ser chamado a desenvolver.

Com isto esperamos ter fornecido aos alunos alguma motivação preliminar com que ele possa entrever o quanto é importante para o futuro educador um conhecimento profundo de História e de Filosofia.


Notas de FHE

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

MARANHÃO: DOIS PROFESSORES SÃO MORTOS A PAULADAS NA CIDADE DE SENADOR LÁ ROQUE QUANDO VOLTAVAM DA ESCOLA

Dois professores da rede municipal de ensino de Senador La Roque foram vitimas de latrocínio, eles foram mortos a pauladas por volta da meia noite na Serra do Arapari,á dois km do povoado Nova Brasilia, os assaltantes cortaram o arame da cerca e amarraram no outro lado em uma arvore, Maria Iris Linhares de Sousa, 54 anos e Francisco Costa eram professores na Zona Rural distante 30 km da sede do município. Francisco Costa estava pilotando a moto bros vermelha, Maria Iris estava na garupa, eles moravam em Senador La Roque, os corpos foram encontrados por um caminhoneiro por volta das 6:00 horas da manhã desta quarta feira, o corpo da professora foi encontrado próximo a armadilha de arrame com varias hematomas na cabeça, já o corpo do professor foi encontrado na entrada do matagal a 30 metros da professora. O clima é de revolta no município de Senador La Roque, a policia militar esteve no local ate a chegada da pericia, os dois corpos foram trazidos para IML em Imperatriz, a policia não localizou a moto do professor.


terça-feira, 16 de julho de 2013

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II

Relatório apresentado à Faculdade de Tecnologia e Ciências como requisito parcial para avaliação da disciplina Estágio Supervisionado II do 5º período do curso de Licenciatura em LETRAS do Circuito 09 – UP Feira de Santana – BA, solicitado pela professora Hildonice de Souza Batista  e orientação  pela professora Maria Rita de Souza Barbosa.


SUMÁRIO



1. APRESENTAÇÃO..........................................................................................................

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2. CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO..................................................................

2.1 Aspectos físicos pedagógicos
2.2 Recursos humanos e pedagógicos
2.3 Corpo docente
2.3 Corpo discente

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3. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO..................

3.1. O planejamento
3.2. Período da observação
3.3. Período da co-participação
3.4. Regência

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4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS.....................................................................

4.1. Aspectos didáticos pedagógicos
4.2. Projeto Pedagógico
4.3. Relação Professor/ Aluno

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5. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES.......................................................................

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6. REFERÊNCIAS..............................................................................................................

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01. APRESENTAÇÃO


          Este relatório visa informar às experiências que foram vivenciadas durante a disciplina de Estágio Supervisionado II, quando iniciou o período de regência no Colégio Estadual Dom Pedro II, no 1° e 2° ano do Médio nas disciplinas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa.  O mesmo tem como objetivo detalhar as experiências vivenciadas por educando e educadores no processo de construção do conhecimento. Este documento pretende compreender a função do educador, como agente transformador da sociedade e formador de opinião nesta nova configuração social.

           O trabalho realizado foi norteado e embasado no Plano de Ação de Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Nestas perspectivas o Plano de Ação foi elaborado com o intuito de alcançar esses princípios, da educação sociointeracionista que propõe a interação entre professor/aluno, a partir de ações contextualizadas que leve os alunos a questionar o mundo o qual está inserido que exige dele uma gama muito maior de conhecimento para proporcionar ao mesmo o acesso às diversas esferas sociais.

           Portanto, antes de agrupar e disponibilizar instrumentos esperou como membro desse processo contribuir com novas práticas educativas que nos auxilie na tarefa tão urgente e essencial de transformar, a práxis, na direção de um ensino mais significativo e duradouro com mediação para a construção da cidadania plena do individuo.

           O estágio Supervisionado II perfaz uma carga horária total de 128 horas, mas este relatório refere-se à parte prática desse estágio, que é composta de 64 horas de Língua Portuguesa e 64 horas de Língua Inglesa que aqui vão relatadas através dos itens que se seguem.


2. CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO-CAMPO DE ESTÁGIO

 2.1 Aspectos físicos pedagógicos

           O Colégio selecionado para desenvolver a regência de classe foi o Colégio Estadual Dom Pedro II, situado na Avenida João Amorim – 130 – centro – Coração de Maria – Bahia. Quanto à estrutura física, essa instituição encontra-se adequada a necessidade da comunidade escolar. Esta entidade escolar possui cerca de 650 alunos da 1ª a 3ª Série do Ensino Médio. É composta por 8 salas arejadas, 09 banheiros sendo dois para deficiente físico, 01 biblioteca, 01 cantina, 01 diretoria, 01 secretaria, 01 sala de vídeo, Sala de informática, laboratório  de ciências, 1 sala de professores.

2.2 Recursos humanos e pedagógicos

          A equipe docente do Colégio Estadual Dom Pedro II é formado por 23 professores todos com nível superior. Esta equipe é composta por 01 coordenadora pedagógica, uma diretora e 01 vice-diretora, 12 funcionários auxiliares administrativos, 01 secretária, 02 merendeiras, 03 porteiros e 06 profissionais são agente de serviços gerais. O trabalho pedagógico que é aplicado nesta unidade escolar compreende o conjunto de interações de toda escola expressa através de Projeto Pedagógico como as atividades e os instrumentos de avaliação voltada para as necessidades e melhorias da escola como um todo. Partindo, desse pressuposto, a Escola em questão estar em conformidade com a Constituição Federal, art.205 e Leis de Diretrizes e Bases-LDB, art. II.

2.3 Corpo docente

          A atualmente a UE conta com um total de 20 professores efetivos e seis estagiários. O um número significativo de professores para todas as disciplinas, todos com ensino superior completo, exceto os estagiários. A maioria mora na própria cidade, os demais são das cidades circunvizinhas com Irará e Feira de Santana.  Sendo um total: 02 (dois) professores de Língua Portuguesa ( Letras Vernáculas), 03 (três) de Língua Inglesa (Português/Inglês) 01 (um) de Língua Portuguesa (Português/Espanhol), 02 (dois) Biologia, 01 (um) de Geografia,  04 (quatro) de Matemática, 01 (um) de Física, 04 de História, 01 (um) Química.

2.3 Corpo discente

          Os alunos Colégio Estadual Dom Pedro II é formado por adolescentes, jovens e adultos oriundos na sua maioria das comunidades rurais, porem encontra-se educando residentes nos bairros distantes e também do centro, onde localiza-se a instituição escolar, a maioria é portadora da classe média baixa, inclusive existem alunos  em situação de vulnerabilidade social. Por isso, a aprendizagem significativa precisa ser constante através de situações interessantes, inteligentes e instigantes aos alunos, de maneira que estar na escola, seja um desejo unânime de todos. A fim de transformar as dificuldades pedagógicas e a diversidade de problemas em uma forma diferente de fazer educação.

          Durante o Estágio Supervisionado II, percebemos a preocupação dos professores em manter de forma afetiva as relações interpessoais tanto como os discentes como os colegas de profissão. Portanto, a gestora em certa ocasião afirmou: sem esses elementos a aprendizagem fica sem brilho, sem força, sem razão de ser para a Escola.

          A propósito Chaves (2005, p.8) também afirmou: “Que a aprendizagem é o principal mecanismo pelo qual o ser humano projeta e constrói a sua própria vida, e, portanto, como algo que lhe é natural e intrinsecamente motivador”. Todavia, a coordenação pedagógica desenvolve seu trabalho de forma democrática. A atitude democrática no âmbito educativo exerce um caráter necessário e urgente, pois a escola deve estar apta a agir de forma global, principalmente no tocante a implementação da sua estrutura organizacional, pois só assim será capaz de promover o acesso e a inserção do cidadão em direção a uma sociedade mais justa, democrática e solidária.

3. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO

 3.1 Planejamento

          O planejamento das atividades executadas durante o período de regência de classe para o 1º e 2º ano do ensino Médio, do Colégio Estadual Dom Pedro II está pautado no plano de ação  e no Projeto Interdisciplinar apresentado pela escola que formam um conjunto de atitudes que irão nortear a prática pedagógica. Portanto, o planejamento contempla, assim desde os critérios de organização das turmas em classes, a definição de objetos por ano, bem como o planejamento do tempo, espaço e materiais considerados nas diferentes atividades e seus modos de organização.

          Durantes os ACs foram feitas as integrações necessárias para atender os objetivos propostos no Plano de Ação e no Projeto Interdisciplinar visando desenvolver as habilidades dos alunos no campo da leitura e da escrita, buscando uma participação maior das outras áreas de conhecimento no que se refere ao processo de ensino e aprendizagem do aluno.

          Com identificado acima a dificuldade de leitura e escrita são dois problemas presentes na Instituição de Ensino e que causa preocupação. No período de observação e co-participação foi já havíamos constatado que os alunos 1ª ano em Língua Portuguesa apresentavam algumas dificuldades em relação à leitura, escrita e interpretação. Logo, essa pedagógica teve como intuito construir uma verdadeira ajuda educativa, respeitando a complexibilidade do processo de modificação, organização e construção do conhecimento, a fim de assimilar e interpretar os conteúdos sistemáticos de forma significativa e duradoura.

          Entretanto, durante o período destinado ao planejamento-observação, co-participação e regência de classe. O momento que é considerado mais importante refere-se à maneira como a professora supervisora, conduzia e explorava os conteúdos, envolvendo constantemente a prática interdisciplinar. Sendo assim Hernandez (1998, p.45) afirma:

A posição interdisciplinar se fundamenta na crença de que o aluno possa estabelecer conexões pelo simples fatos de ser evidenciados pelo professor em que o somatório de aproximações a um tema permita por si próprio, resolver os problemas de conhecimento de forma integrada e relacional.

          Contudo, a missão de um professor que procura desenvolver uma prática interdisciplinar é a de assumir uma postura de reflexão constante sobre o processo de ensino de ensino-aprendizagem estando aberto para o novo e possuir uma atitude que admita romper com velhos paradigmas. Diante desse contexto percebe-se claramente que a avaliação não está centrada no que era transmitido mais na aprendizagem construída pelo sujeito.

          Neste sentido, percebemos que o maior desafio do educador nos dias atuais é assegurar ao individuo o significado do conhecimento em abordagem transversal, sem limitar o especifico de cada disciplina, permitindo ao sujeito refletir com clareza sobre o mundo globalizado e suas implicações nem sempre compreensível.

3.2  Período de observação

          A observação é o momento de perceber e conhecer seu espaço de atuação durante a regência. É um momento importantíssimo na atuação do futuro docente, que precisa se articular e conhecer o seus público e desenvolver uma relação de amizade e de confiança para atender as especificidade de uma sociedade democrática, onde o professor tem vários desafios.

          Um dos mais importantes é o de estimular a aprendizagem e desenvolver habilidades e competências estruturais e básicas nos alunos, preparando-os para se tornarem cidadãos plenos e emancipados em todos os campos de sua vida. Neste sentido, o educador precisa acompanhar as mudanças, promovendo na sala de aula o entendimento entre o tradicional, o novo e o diferente, trabalhando os conflitos, transformando a escola em um espaço de convivência prazerosa do aprender e do saber, valorizando a cultura original do aluno. Uma atividade que agrega ludicidade e teoria é o reflexo de como deve pensar uma escola no século XXI.

          Segundo os PCNS (1998, v2. p.17):

 No processo de aprendizagem, o professor é o principal responsável pela criação de situações de trocas, de estímulos na construção de relações entre o estudado e o vivido, de integração com outras áreas de conhecimento, de possibilidade de acesso dos alunos e novas informações, de confrontos de opiniões, de apoio ao estudante na recriação de suas explicações e de transformação do meio em que vive.
  
          No entanto, o período de observação é o momento de se estabelecer um paralelo entre a aluno /estagiário e estagiário/supervisor na troca de informações  entre o que se pretende ensina e o que se pretende aprender. E esse é o ponto de partida para se iniciar a co-participação onde o professor estagiário sai da condição mero espectador e passa a participar não de forma direta mais indireta do processo de ensino aprendizagem do aluno contribuindo com informações e novas possibilidades de se estabelecer a comunicação entre a produção de conhecimento.
  
3.3 Período de co-participação

          A co-participação constitui-se em um momento importante, como citado acima. É o momento em que o estagiário sai da condição de observador e passa a contribuir com a prática de sala e aula estabelecendo uma relação mais próxima entre o aluno e o professor estagiário. É nesse momento que o aluno passa a definir o perfil do sujeito que pretende atuar enquanto educador e formador de opinião.

         Foi também um período onde pode se perceber e articular a inserção de novas metodologias no planejamento, a partir das observações feitas na instituição escola, onde foi possível apresentar o plano de ação de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa para as docentes analisar e perceber se as ações propostas estão de acordo com a sua prática a fim de possibilitar a continuidade do seu trabalho pedagógico e permitir o aprimoramento da aprendizagem significativa dos discentes. No que diz respeito à co-participação tivemos a oportunidade de intervir constantemente nas atividades propostas pela professora supervisora, com o intuito de garantir a aprendizagem dos discentes.

3.4 Regência

          A regência foi o momento mais esperado, por não ter nenhum contato com alunos do Ensino Médio em uma relação direta o que acabou despertando uma expectativa muito grande com relação à nossa atuação e a percepção de um novo discurso e uma abordagem diferenciada com relação à apresentação dos conteúdos. É surpreendente o comportamento dos alunos com relação ao novo momento vivenciado na sala de aula, onde nenhum deles questionou em nenhum momento a metodologia aplicada. Esperávamos um bombardeio de perguntas e respostas a serem dadas, mas não foi o que aconteceu.
  
          Sendo assim, o estágio de regência possibilitou uma nova visão e um jeito novo de  por em prática uma abordagem diferenciada de ensinar para que os alunos tenham uma participação ativa na aulas e possam questionar a sociedade em que vivem, isto é, tornem-se competentes para solucionar com pertinência as mais diversas situações. Portanto para que o aluno possa se expressar é necessário antes de tudo, que ele venha a compreender a realidade.

          Partindo desses pressupostos a metodologia aplicada em sala de aula é o elemento responsável pela mediação do saber escolar das condições concretas do saber dos alunos. E a aquisição do saberes vinculadas as realidades sociais e aos interesses dos alunos de modo que eles possam compreender a realidade social, pressupõe uma mediação metodológica que articule esse saber escolar e as necessidades concretas de vida desses alunos.

          As atividades propostas no período de regência têm como objetivo estimular o prazer pela leitura, pela produção textual nas duas áreas de conhecimento trabalhadas Língua Portuguesa e Língua Inglesa, pela interpretação e escrita, dentro de uma proposta sociointeracionista, garantindo assim uma aprendizagem significativa. Portanto, baseado na concepção de Piaget e Vygotsky, desenvolvemos as atividades pedagógicas alicerçadas a prática interdisciplinar para que os alunos pudessem adquirir os conhecimentos de uma forma lúdica.
  
         A execução das atividades estabelecidas no Plano de Ação e no Projeto Interdisciplinar e no Planejamento de forma que os conhecimentos prévios foram o inicio para todas as metas desenvolvidas, considerando que os alunos é o personagem principal da história e se sentisse valorizados e não tivessem a visão que os professores ali presentes fossem os donos dos saberes a serem produzidos, mais que eles já trazem com sigo saberes que precisam ser ampliados a partir das discussões mediadas pelo professor na sala de aula.
 
          Partindo desse principio, as atividades desenvolvidas visam envolver o sujeito nas diversas áreas do conhecimento através de diversos tipos de leitura como: contos, fábulas, história em quadrinhos, músicas e textos informativos, traduções, vocabulário. No que diz respeito a diversificação das leituras apresentadas em Língua Portuguesa e Língua Inglesa é para estabelecer uma relação de coerência entre o conhecedor e seu objeto conhecido estabelecendo uma relação entre o real e o imaginário. 

           Por essa razão, as atividades propostas são encaminhadas para que atendam aos interesses do convívio escolar e da comunidade. Cabe ao professor possibilitar e ampliar o espaço de dialogo, discussão e argumentação, fundamentais na aprendizagem da cooperação e no desenvolvimento de atitudes de autoconfiança, de capacidade para interagir com o sujeito.

         Nesta perspectiva a metodologia adotada durante a regência teve um caráter político que lhe é inerente, uma vez que responde a uma posição política do nível da ideologia. Assim Cardia (1994, p.48) afirma: “a seleção e direcionamento do conteúdo dependem de uma teoria metodológica que, por sua vez está articulada com uma concepção filosófica de educação.” Portanto, a metodologia aplicada teve como pano de fundo uma perspectiva critica e reflexiva de linguagem, onde foram executadas atividades com a finalidade de estimular leitura, interpretação, produção textual e a escrita, além de conscientizá-los de sua função de agente transformador da sociedade.

        Diante dessa situação faz-se necessário, propor as seguintes atividades que foram desenvolvidas no decorrer do Estágio Supervisionado II: leitura, interpretação textual, produção textual, músicas, jogos, visitas de campo para favorecer a construção das cinco áreas de conhecimentos e um ambiente propicio de construção do saber.

         Outro ponto bastante discutido foi a avaliação que ocorreu de forma  processual,  porque um sistema educacional comprometido com o desenvolvimento das capacidades dos alunos, que se expressam pela qualidade das relações que estabelecem e pela profundidade dos saberes construídos, encontra, na avaliação, uma referência á analise de seus propósitos, que lhe permite redimensionar investimentos, afim de que os alunos aprendam cada vez melhor e atinjam os objetivos propostos.

          Utilizar a avaliação como instrumento para o desenvolvimento das atividades propostas, requer que ela não seja interpretada como um momento estático, mas antes como um momento de observação de um processo dinâmico e não-linear de construção do conhecimento.

          Em suma a avaliação contemplada nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNS, v2. p.28) é compreendida como: elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino; conjunto de ações cujo objetivo é o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma. Conjunto de ações que busca obter informações sobre o que foi aprendido e como elemento de reflexão continua para o professor sobre sua pratica educativa; instrumento que possibilita ao aluno tomar consciência de seus avanços, dificuldades e possibilidades; ação que ocorre durante todo o processo de ensino e aprendizagem e não apenas em momentos específicos caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho.

          Uma concepção desse tipo pressupõe considerar tanto o processo que o aluno desenvolve ao aprender como o produto alcançado. Pressupõe também que a avaliação se aplique não apenas ao aluno, considerando as expectativas de aprendizagem, mas ás condições oferecidas para que isso ocorra. Avaliar a aprendizagem durante o período de regência, implica avaliar o ensino oferecido a fim de atender as perspectivas do aluno. Sendo assim, as atividades propostas foram avaliadas na perspectiva da interação discursiva que estavam presente nas leituras e produções de textos. Foi por meio das produções orais e escritas de textos diversos, que os conteúdos aprendidos pelos alunos foram avaliados.

 4.  APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

 4.1 Dificuldades encontradas

       Há décadas que se buscam métodos e práticas educativas adequadas ao aprendizado do sujeito. Desta forma é atribuição do educador medir e facilitar a aprendizagem, priorizando a “bagagem” de conhecimento trazido por seus alunos, ajudando-os a transformar seus conhecimentos em algo útil, possível de aplicar no meio social. Diante dessa analise não posso deixar de concordar com Freire (1996, p.145): “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidade para sua própria produção ou construção em que o conhecimento seu vivido e testemunhado pelo agente pedagógico”. 

         A experiência do Estágio Supervisionado II possibilitou-me a testemunhar e comprovar que ser educador não é necessariamente ensinar o sujeito a ler o mundo, mas entender e viver o sentido profundo dos transformadores constante da sociedade, incluindo a diversidade de conhecimento, alem de não se preocupar em educar o sujeito meramente pelo mercado de trabalho. O planejamento das atividades desenvolvidas na regência de classe exigiu-nos ampla compreensão, uma vez que esta por inúmeras vezes foi redimensionada, a fim de atender as necessidades da classe.

             No entanto encontramos dificuldades para executar e adaptar as atividades interdisciplinares, pois os alunos encontravam-se em estágio diferentes de leitura e escrita e articulação das idéias relacionadas ao conhecimento de mundo.  Assim para haver sucesso na ação educativa, nas duas áreas de conhecimento, principalmente de Língua Inglesa pelo fato de muitos relatarem que não gostam das aulas e da disciplina em si, foi necessário criar uma relação de confiança e respeito mutuo entre pais, alunos e professores, de maneira que a escola possa conduzir todas as questões de ordem afetivas e de aquisição do conhecimento.

           Mas, isso não fica garantido. A partir disso percebemos que a concepção de educador nos dias atuais necessita ser repensada, afim de que os direitos assegurados pela Lei de diretrizes e Bases Nacionais (LDB) garantam efetivamente afirma o art.1º. A educação abrange os processos formativos que se desenvolvam na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa nos movimentos sociais e organizações de sociedade civil e nas manifestações culturais. O outro aspecto muito importante observado no período de regência de classe diz respeito à aprendizagem significativa. Pois os processos de aprendizagem desempenham uma função cultural no desenvolvimento humano, principalmente quando valorizamos os conhecimentos prévios. Pois como diz (Freire), o principal mediador da aprendizagem é o aprendiz.
  
           Portanto, faz-se necessário o educador situa-se como norteador das vias construtivas considerando o sujeito como objeto critico-reflexivo, a fim de ativar os valores fundamentais que contribuirão com a formação autônoma de uma sociedade justa, igualitária e comprometida com os princípios morais e éticos próprios de uma cidadania.

4.2  Projeto Pedagógico  

          O Projeto Pedagógico da escola visa à implantação e efetivação das praticas educacionais que garantam o sucesso e a permanência do aluno na escola. O qual pretende expressar a reflexão e a decisão da escola sobre o ensino, o que ensinar como ensinar e como avaliar.  Manifestando-se a esse respeito sobre a revisão anula do PP, para definir as novas metas e a inserção de novos objetivos para atender as necessidades dos novos alunos oriundos das escolas de Ensino Fundamental II.

         Desta forma a organização do trabalho pedagógico caracteriza-se como uma dimensão muito importante para a revisão do Projeto Pedagógico da escola como um todo. Os Projetos Pedagógicos, como sabem é um instrumento que nos dar direções, nos aponta caminhos, prevendo, de forma flexível, modos de caminhar. O projeto é um eixo organizador da ação de todos que fazem parte da comunidade escolar. Apresenta quem somos e nossos papeis, nossos valores e modos de pensar os processos de ensino-aprendizagem, além do que desejamos com o trabalho pedagógico.

          Pensar o papel político e pedagógico que a escola cumpre no interior de uma sociedade historicamente situada, dividida em classes sociais dentro de um modo de produção capitalista, implica em reconhecer a educação como um ato político, que possui uma intencionalidade e contraditoriamente, vem contribuindo, ou para reforçar o modelo de sociedade, sua ideologia, a cultura e os saberes que são considerados relevantes para os grupos que possuem maior poder.

Portanto para desvelar a própria forma como a escola se articula com a sociedade e seu projeto político, constituindo-se num espaço de ações afirmativas e formativas, de construção de uma contra-ideologia, onde a cultura e os saberes dos grupos sociais que historicamente tem sua história negada, silenciada, distorcida, estejam em dialogo permanente com os saberes historicamente acumulados e sistematizados na humanidade.

          Compreendemos, portanto, que o próprio processo de educação e, em especifico, a escola, é um dado cultural, é uma elaboração histórica dos homens. Este é um espaço por excelência, onde gestores de escola e de políticas públicas e educadores se educam, elaboram sua forma de compreender o mundo, a educação, a humanidade e o conhecimento. Esta concepção permitiu  a organização do trabalho pedagógico escolar e nele a construção do Projeto Político Pedagógico.

           Cabe destacar que o modo como o educador e o gestor se posicionam diante da realidade, e como participa da historia e como concebem o saber, a relação que estabelecem com os seus educando na prática pedagógica, e a própria comunidade escolar reflete seus saberes, sua cultura, adquiridos ao longo da sua história de vida, a partir da influencia, da família, da escola, da igreja, do trabalho, do sindicato, do partido, enfim, de uma determinada sociedade num determinado tempo e espaço.

          É sempre a sociedade que dita à concepção de cada educador que tem e exerce o seu papel, no mundo de executá-lo, das finalidades de sua ação, tudo isso de acordo com a posição que o próprio educador ocupa na sociedade. A noção de posição está tomada aqui no sentido histórico-diáletico amplo e indica por isso não só os fundamentos materiais da realidade social do educador, mas igualmente o conjunto de suas idéias em todos os terrenos e muito particularmente no da sua própria educação.

          Por isso, em cada etapa do desenvolvimento social o conteúdo e a forma da educação que a sociedade dá aos seus membros e vão mudando de acordo com os interesses gerais de tal momento. Reforça-se neste sentido, a importância que o Projeto Pedagógico traz como marca da concepção de mundo, humanidade e educação dos gestores, das políticas públicas, e dos educadores, uma vez que não existe neutralidade no fazer pedagógico. A respeito disso Freire (1996, p.145) destaca:

Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que por não ser neutra a minha pratica exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professo a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê. Não posso ser professor a favor do homem da humanidade, frase de uma vanguidade demasiada contrastante com a concretude da pratica educativa. Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra licenciosidade, da democracia contra ditadura de direita ou de esquerda.
  
          Diante da analise do autor é importante ressaltar que a escola parte do momento histórico-social, deve ser vista com palco de uma dimensão de luta de classe. É nesse processe de engajamento e de luta na escola burguesa que o educador se educa (Valle, 1997, p.90) e desenvolve seu trabalho pedagógico.
  
          Neste sentido que se afirma a escola como instituição histórica e cultural que incorporará interesses ideológicos e políticos, constituindo-se um espaço onde experiências humanas são produzidas, contestadas e legitimadas. É partindo desses pressupostos que a idealização de uma sociedade organizada parte dos princípios ideológicos, que conheça seus direitos e deveres, neste sentido a escola se apresenta como a instituição reprodutora do das desigualdades sociais implantadas pelo sistema através dos livros didáticos e de propostas pedagógicas que não sanam as necessidades do individuo que precisa chegar ao mercado de trabalho preparado para lidar com as imposições do capitalismo.  

          Visando essa realidade que oprime e ao mesmo tempo diz a todos que têm direitos iguais o planejamento e as ações foram planejadas de acordo com as propostas inclusas no plano de ação e que integrar-se as experiências e os saberes que os alunos já trazem consigo e respeitando as abordagens feitas no Projeto Pedagógico da Escola.

          No entanto, refletir a prática pedagógica na sala de aula significa entre muitas coisas ouvir os alunos e levá-los a construir novas hipóteses sobre o objeto de estudo, valorizá-las e questioná-las; compreender a lógica dos seus erros; surpreender-se com respostas inesperadas e pesquisar os caminhos percorridos na formação de conceitos. Refletir sobre a prática pedagógica significa pensar sobre o que nela ocorre, sobre sua atuação como professor, sobre a relação entre o que se planeja e o que realmente acontece, enfim refletir sobre as razoes pela qual o planejamento deve ser refeito constantemente.

          Por fim, refletir sobre sua própria reflexão implica na troca de experiências com outros colegas, permitindo outras leituras de sua atuação na sala de aula; o repensar a própria leitura e a busca de resposta para os questionamentos sobre como se adequar à realidade tão particular do contexto escolar.

          Assim, mais que a opção por um método, por uma teoria, o sucesso dos alunos depende de uma pedagogia em que se busque compreender seu processo de aprendizagem, em que se ajuste a ajuda necessária constantemente, em que se acredite que a aprendizagem é mais bem sucedida em circunstancias nas quais preponderam à confiança, o respeito, a responsabilidade e a expectativa positiva.

          Partindo do pressuposto que o maior desafio da educação reside na formação integral do cidadão é pertinente que o educador perceba a importância da intervenção pedagógica na construção da sociedade do conhecimento, logo, a mesma deverá ser pautada nos princípios que se voltam à consolidação da cidadania. O avanço dessa proposta vem oportunizando olhares plurais no ensino-aprendizagem e previamente construindo um novo processo de articulação de significados e norteados no PP da escola.

         Entretanto ao percebermos que os alunos apresentavam dificuldades em realizar leitura, interpretação e produção, aplicamos nossa proposta de desenvolver leituras variadas com a finalidade de desenvolver o gosto pela leitura e garantir a aprendizagem significativa num espaço adequado à construção de saberes.

4.3 Relação Professor/ Aluno

          Em primeiro lugar diríamos que há no interior da escola, uma relação básica fundamental sobre a qual devemos tecer algumas considerações básicas: trata-se da relação professor - educando, a primeira a existir no âmbito da atividade educacional, pois existe o educador para ensinar e o educando para ser educado. É essa relação que deve determinar as demais no interior da escola. Entretanto, o trabalho educacional requer intervenções em caráter urgente, afim de que o cidadão aprenda a respeitar as diferenças em todos os aspectos estabelecendo vínculos de confiança com o intuito de construir uma prática cooperativa e solidária que venha contribuir diretamente com a formação de indivíduos epistêmicos capazes de intervir, construir e transformar a sociedade onde vive.

         De acordo com Freire (1984, p.25):

A relação professor-aluno deve ser vinculo libertador baseado no dialogo, em que ambos se posicionam como sujeitos do ato de conhecer. Assim o professor deve buscar constantemente refletir sobre o seu papel, compreendendo as implicações do trabalho pedagógico na sua pratica e entendendo o ato pedagógico como um ato que busca e desenvolve o conhecimento.

           Portanto, durante a regência de classe através das atividades pedagógicas, possibilitamos uma relação sadia e democrática com os educando permitindo de maneira, eficaz e necessária a pratica dialógica, pelo qual alunos e professores favoreceram a construção de uma ambiente participativo, onde juntos buscavam alternativas para sanar os problemas apresentados durante o período do Estágio Supervisionado II.  Enfim, estar comprovado que deve sempre existir uma interação entre educando e educador, a fim de assegurar uma educação de qualidade.

5.  CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

          Esta experiência de Estágio representou um momento de elaboração e reflexão acerca da prática pedagógica, através da qual estabelecemos contatos com muitas teorias e opiniões sobre educação experimentando na vivencia com os nossos alunos, que muita coisa ainda precisa mudar, principalmente na escola pública onde os interesses políticos influenciam significativamente nessas mudanças, servindo como obstáculo entre o que se propões e as práticas pedagógicas no ambiente da sala de aula tornando assim a escola ineficiente e sem qualidade para corresponder aos anseios da sociedade.

       Sendo assim o estágio foi uma experiência que contribui de forma significativa na minha formação profissional, possibilitando uma integração maior na construção das novas metodologias, podendo assim definir o espaço e tempo de atuação com a inserção das práticas norteadoras da educação respeitando e valorizando os conhecimentos prévios dos nossos alunos.   Assim pude perceber e contribuir na formação de sujeitos autônomos e consciente do seu papel na sociedade.

          Dessa forma a escola comprometida com o ensino de qualidade, deve buscar formar cidadãos capazes de interferir criticamente na realidade para transformá-la, além de também contemplar o desenvolvimento de capacidades que possibilita adaptações às complexas condições e alternativas de trabalho.

          Nos dias atuais o currículo deve estar apto a lidar com a rapidez na produção e na circulação de novos conhecimentos e informações, que tem sido avassaladores e crescentes. A partir dessa reflexão a formação escolar deve possibilitar aos alunos e professores condições para desenvolver competência e consciência profissional, mas não restringir-se ao ensino de habilidades imediatamente demandadas pelo mercado de trabalho.

         Diante desse contexto, a escola na perspectiva de construção de cidadania, precisa assumir a valorização da cultura de sua própria comunidade e, ao mesmo tempo, buscar ultrapassar seus limites, propiciando as crianças pertencentes aos diferentes grupos sociais o acesso ao saber, tanto no que diz respeito aos conhecimentos socialmente relevantes da cultura brasileira no âmbito nacional e regional como no que faz parte do patrimônio universal da humanidade.

          Nessa perspectiva, é essencial a vinculação da escola com as questões sociais e com os valores democráticos, não só do ponto de vista da seleção e tratamento dos conteúdos, como também da própria organização escolar. Para que possamos atender a essa demanda social é importante que o professor fique atento as dificuldades das crianças, afim de ajudá-las a avançar cognitivamente. Pois os alunos precisam ver no educador alguém disposto a auxiliá-las em suas conquistas. Portanto, o professor deve estar aberto para ouvir e procurar entender as duvidas e anseios do aprendiz.

6.  REFERÊNCIAS:
                                                                                          
BRASIL, Secretária de Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/ SEF, 1998. v2.p.17-28.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº. 9.394/96.

CARDIA N. A. Violência Urbana na escola: Contemporaneidade educacional. v2 1994. p.48.

CHAVES, Educando. A Metodologia de Projeto de Aprendizagem e o desenvolvimento de Competência para a vida. São Paulo, 2005, p.8.

DELORES, Jacques (org) Educação: Um tesouro a descobrir. Relatório para a Unesco da comissão internacional sabre educação para o século XXI. São Paulo. Cortez/Brasília / MEC/Unesco, 2002. Capitulo II.

DEMO – Pedro. Aprender: O desafio reconstrutivo. Boletim técnico do SENAC. Rio de Janeiro. V 24. nº 3,7,10, 1998.

FREIRE. Paulo. Educação em Mudança. Petrópolis: Vozes. 1984. p.25.

 _____________ A importância do ato de ler: em três capítulos que se completam. 35. ed. São Paulo: Cortez 1996. p.145.

PIAGET. Jean. A linguagem e o pensamento da criança. São Paulo: Martins Fontes, 1998.p.36.

VANCONCELLOS, Celso. Planejamento: Projeto de ensino aprendizagem e projeto político pedagógico. São Paulo: Libertard. 1994.p.18.

VEIGA, Ilma Passos Alencostro. Projeto Político pedagógico da escola: Uma construção possível. São Paulo: Papirus, 1996, p.11.

VYGOTSKY, l. A formação social da mente. São Paulo, Martins Fontes, 1984. p.36.


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