quarta-feira, 9 de outubro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
FIGURAS DE ESTILO
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Leio
Manuel Bandeira quase diariamente. Nessa frase ocorre uma figura de
estilo que consiste na substituição de um termo (a obra) por outro (nome do
autor). A essa figura de estilo dá-se o nome de metonímia. Numa
metonímia, em vez de designarmos o ser a que queremos nos referir, utilizamos
outra palavra que com ele mantém uma relação de significado. Ocorre a metonímia
quando se emprega:
a) o autor
pela obras: Detesto ler Paulo Coelho.
(Na verdade, os livros de Paulo Coelho)
(Na verdade, os livros de Paulo Coelho)
b) o continente pelo conteúdo: Bebi apenas dois copos de cerveja.
(Na verdade, o emissor não bebeu os copos e sim a cerveja)
c) o lugar pelo produto feito no lugar: Só toma champanhe no reveillon.
(Champanhe é o nome de uma região da França onde se originou esse tipo de vinho)
d) o efeito pela causa: Vivemos do nosso trabalho.
(Na verdade, o trabalho é a causa e o efeito é o alimento)
e) o instrumento pela pessoa que o utiliza: Em geral, os adolescentes são bons garfos.
(Em geral, os adolescentes comem muito)
f) a parte pelo todo: Seus olhos têm me consumido.
(Na realidade, trata-se da pessoa como um todo e não apenas dos olhos)
g) o material pelo objeto: A porcelana todo branca dava um toque especial ao jantar.
(Os objetos feitos de porcelana)
h) a marca pelo produto: Só usa gilete importada.
(A palavra gilete vem da marca Gillete da lâmina de barbear.)
Observação
importante: A metonímia não se confunde com a
metáfora. Enquanto a metáfora se baseia numa relação de caráter subjetivo,
individual, a metonímia se baseia numa relação lógica, constante entre dois
seres.
Perífrase
Observe:
O povo lusitano foi
bastante satirizado por Gil Vicente. Utilizou-se a expressão
"povo lusitano" para substituir "os portugueses". Esse
rodeio de palavras que substituiu um nome comum ou próprio chama-se perífrase.
Perífrase é a substituição de um nome comum ou próprio por um
expressão que a caracterize. Nada mais é do que um circunlóquio, isto é, um
rodeio de palavras. Outros exemplos: Astro rei (Sol) | última flor do Lácio
(língua portuguesa) | Cidade-Luz (Paris) Rainha da Borborema (Campina Grande) | Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro)
Observação: existe
também um tipo especial de perífrase que se refere somente a pessoas. Tal
figura de estilo é chamada de antonomásia e baseia-se nas
qualidades ou ações notórias do indivíduo ou da entidade a que a expressão se
refere.
Exemplos:
A rainha do mar (Iemanjá)
O poeta dos escravos (Castro Alves)
O criador do teatro português (Gil Vicente)
O poeta dos escravos (Castro Alves)
O criador do teatro português (Gil Vicente)
Gradação
Surpreso, admira o seu porte,
sentindo-se vivo, o maior, o invencível. Nesse exemplo, o autor
caracteriza o porte da personagem, empregando três adjetivos dispostos numa
progressão ascendente, isto é, do menos intenso para o mais intenso. Trata-se
de uma gradação ascendente ou clímax. A gradação
pode ocorrer também numa progressão descendente, isto é, do mais intenso para o
menos intenso, do maior para o menor, do mais distante para o mais próximo.
Trata-se, neste caso, de gradação descendente ou anticlímax. Exemplo:
Um grito, um gemido, um sussurro, nada quebrava o silêncio daquele lugar
sombrio.
Catacrese
Observe:
Embarcamos no
ônibus das 10 horas da manhã.
O verbo embarcar era
usado primitivamente para significar apenas "entrar num barco". Hoje,
pela falta de um termo apropriado, em diversas circunstância utiliza-se esse
verbo para significar "entrar em avião, ônibus ou trem". Essa figura
de estilo chamasse catacrese. A catacrese consiste
no emprego de um termo figurado pela falta de outro mais próprio. É um tipo de
metáfora cujo uso é tão corrente que não é mais considerada como tal.
A perna da mesa
O dente de alho.
O braço da cadeira.
A asa da xícara.
O dente de alho.
O braço da cadeira.
A asa da xícara.
Eufemismo
Leia estes versos de Camões:
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Ao
invés de dizer que sua amada havia morrido, Camões utilizou a expressão partir
cedo desta vida. A esse recurso usado para suavizar ou atenuar ideias
consideradas desagradáveis, cruéis, chocantes, imorais dá-se o nome de eufemismo.
Na linguagem popular há muitas expressões eufemísticas que substituem o
verbo morrer.Exemplos "entregar a alma a Deus",
"despedir-se da vida", "passar desta para melhor".
Hipérbole
Leia
estes versos de Fernando Pessoa:
E
a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até o fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo...
Clareou, correndo, até o fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo...
É
evidente que há exagero por parte do poeta quando afirma que clarear até o fim do mundoou
ver a terra inteira. Esse recurso que consiste no exagero
proposital das coisas, atribuindo-lhes proporções fora do normal, chama-se hipérbole.
Na linguagem popular, a hipérbole é bastante empregada.
Já
falei mais de mil vezes.
Morreram de rir.
Morreram de rir.
Hibridismo
Consiste
em formar palavras novas utilizando elementos de línguas diferentes. São
exemplos de hibridismos ou palavras híbridas: Um microondas! Uma televisão!
Um automóvel! Para mim?
a) socio
logia (latim e grego)
b) auto móvel (grego e latim)
c) alcoô metro (árabe e grego)
b) auto móvel (grego e latim)
c) alcoô metro (árabe e grego)
O hibridismo ocorre, com frequência, na linguagem
coloquial:
sambó dromo (português e grego)
chutô metro (português e grego)
olhô metro (português e grego)
chutô metro (português e grego)
olhô metro (português e grego)
Onomatopeia
Consiste na reprodução
aproximada de certos sons ou ruídos por meio de palavras. Exemplos: pum!pum!,
tchibum!, zás! bem-te-vi. Em geral, os elementos dessas palavras
duplicam-se:
cricri
reco-reco
tique-taque
zunzum
reco-reco
tique-taque
zunzum
Sigla
Consiste
em reduzir certos títulos e expressões, utilizando a letra ou a sílaba inicial
de cada um dos elementos. Esse processo vem sendo cada vez mais empregados nos
dias atuais.
ONU:
Organização das Nações Unidas.
Ibope: Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística
UFPB: Universidade Federal da Paraíba
Ibope: Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística
UFPB: Universidade Federal da Paraíba
Abreviação
vocabular ou redução
Consiste
na redução fonética de uma palavra ou expressão. Exemplos:
apê (apartamento)
foto (fotografia)
cine (cinema)
moto (motocicleta)
bíci (bicicleta)
foto (fotografia)
cine (cinema)
moto (motocicleta)
bíci (bicicleta)
AS ESCOLAS LITERÁRIAS BRASILEIRA
A literatura Brasileira sempre esteve atrelada ao desenvolvimento da
Literatura Portuguesa, pelo simples fato de que o Brasil foi Colônia de
Portugal desde seu descobrimento, foi a partir daí que se deu o surgimento da
literatura Brasileira, que graças a Proclamação da República ganhou sua
independência. Entretanto, é errado pensar que por esse motivo a Literatura
Brasileira possuiu perfeita identidade com a Portuguesa, muitas vezes
diferenciou-se da literatura Metrópole, e foi adquirindo contornos e méritos
próprios. De modo geral, a Literatura Brasileira acompanhou toda a trajetória
do auge ao declínio dos diversos estilos literários em Portugal. É válido
recatar que era a Metrópole que trazia as boas e ruins tendências literárias
para o Brasil. Assim, temos os seguintes períodos literários: Barroca,
Arcadismo, Romantismo, Realismo/ Naturalismo/ Parnasianismo, Simbolismo, Pré-
Modernismo, Modernismo e neo-realismo.
Não podemos também esquecer de citar o Quinhetismo, que representa a
leitura de informação que foram as cartas sobre o Brasil, entre elas destaco a
Carta de Pero Vaz de Caminha, em que o próprio descreveu como pôde o nosso
maravilhoso e abençoado país para o rei de Portugal. A seguir há um pouco de
cada uma das escolas.Barroco:
O Barroco não foi desenvolvido no Brasil e sim introduzido pelos
portugueses, pois na nossa época ainda não havia produção cultural significante
no país. E é caracterizado por expressar solidão e o sentimento de agonia de um
homem dividido entre a razão e a fé, e também é encontrada na produção barroca
uma larga utilização de figuras de linguagem como a metáfora, a antítese, o
paradoxo e a sinestesia. Os autores que se destacaram foi o Padre Antônio e
Gregório de Matos.
Arcadismo:
Influenciado pelo grande desenvolvimento cientifica do inicio do século
XVIII, a visão de mundo do homem passa a ser racional. O Arcadismo surge em
cena como uma reação contra o exagero barroco, visando o estilo mais simples e
objetivo na literatura. Destacam-se, nesse período Tomás Antônio Gonzaga,
Cláudia Manuel da Costa, Silva Alvarenga, Alvarenga Peixoto, Basílio da Gama,
Frei José de Santa Rita Durão. Romantismo tem de mais valioso correntes e o
cristianismo medieval, a valorização da emoção e do coração, a valorização da
individualidade e a libertação das normas. As suas principais características o
subjetivismo, o idealismo, a liberdade de criação, o sentimentalismo, a
valorização do amor, o nacionalismo, a religiosidade, a evasão, o
mal-do-século, o indianismo, nacionalismo, e sertanismo. Seus principais
autores Gonçalves Dias, Castro Alves, Casemiro de Abreu, José de Alencar entre
outros.
Realismo/ Naturalismo/ Parnasianismo:
Suas obras eram pensadas como instrumentos de denúncia e combate, à
medida que trabalhavam com temas sociais, procurando denunciar as desigualdades
sociais, umas das suas características mais importantes são: Objetividade,
fidelidade e realidade, linguagem simples, detalhismo, preferência pela
descrição, foco narrativo em seu próprio tempo e espaço histórico. OBS: O
naturalismo é uma tendência radicalizada do Realismo que condiciona o homem ao
meio ambiente que o cerca. Para um escritor naturalista, o homem submete-se às
forças biológicas ou sociais, e age de acordo com elas. LEMBRE-SE: Todo
escritor naturalista é realista, mas nem todo escritor realista é naturalista.
E entre eles estão os mais destacados: Machado de Assis e Raul Pompéia. No Realismo de tendência naturalista destacam-se: Aluísio Azevedo e Inglês de Souza. Parnasianismo é, na poesia, o correspondente do Realismo na prosa. Poesia de oposição ao estilo romântico, buscava assim, a perfeição formal, e trabalhava temas universais, valorizando em alta a forma, as rimas perfeitas, a metrificação e ritmo. Como principais autores são: Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira.
Simbolismo:
A princípio chamado de Decadentismo, o Simbolismo procurava evidenciar
a profunda insatisfação popular ocasionada pela agitação política e social do
final do século XIX. O Simbolismo denunciava a decadência dos valores desse
período. Caracterizado pelo espiritualismo, o misticismo, o subjetivismo, a
expressão imprecisa e da vaga realidade, e associação de ideias. Seus autores
são: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.
Pré – Modernismo:
Basicamente abrangeu a continuidade das produções literárias de caráter
critico. Principalmente prosa, os autores procuravam trabalhar com temas de
denúncia social, procurando apontar as falhas de uma sociedade dividida. Na
poesia, o modelo ainda é o parnasiano (com exceção do poeta Augusto dos Anjos).
Enfatiza a realidade de vida brasileira e seus problemas, através da análise de
alguns personagens tipicamente brasileiros: o sertanejo, caipira,
representantes da classe média e etc. Destacaram-se nesse período os autores:
Lima Barreto, Euclides da Cunha, Graça Aranha e Monteiro Lobato.
Modernismo:
Movimento mais revolucionário de toda literatura brasileira, o
Modernismo procurou romper com todas as regras existentes até então na arte.
Influenciados pelos movimentos de vanguarda europeus, que procuravam
estabelecer uma nova visão e interpretação da realidade, alguns jovens artistas
organizaram A Semana da Arte Moderna, que foi realizado em 1922, e causou um
grande alvoroço, como meu colega Cidilian já comentou. Os autores que mais
destacaram nesse período foram: Manuel Bandeira, Mario Andrade, Oswaldo de
Andrade, Alcântara Machado entre outros.
Neo-Realismo:
Como alguns autores do pré-modernismo, essa fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as críticas e as denúncias
aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos místicos, religiosos e
urbanos também são retomados. Destacam-se as seguintes autores: Graciliano
Ramos, José Lins do Rego, Raquel de Queiróz e Jorge Amado. Os principais
poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de
Andrade e Cecília Meireles.
SITES
http://www.suapesquisa.com/literaturabrasil/
pt.wikipedia.org/wiki/Escolas_da_literatura_brasileira - 50k –
LIVRO
pt.wikipedia.org/wiki/Escolas_da_literatura_brasileira - 50k –
LIVRO
Novo ensino dinâmico de Pesquisa
Manual Dinâmico do Estudante. - São Paulo: Difusão Cultural do Livro, 1999.
Vários autores. ISBN: 85-7338-
1. Ensino Fundamental 2. Livros-texto ( Ensino Fundamental)
98-2328 COD- 372.19
Manual Dinâmico do Estudante. - São Paulo: Difusão Cultural do Livro, 1999.
Vários autores. ISBN: 85-7338-
1. Ensino Fundamental 2. Livros-texto ( Ensino Fundamental)
98-2328 COD- 372.19
Por: DAENE SARAIVA***
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAMARI ESTADO DA BAHIA EDITAL DE CONCURSO PUBLICO Nº. 01/2013
PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAMARI
ESTADO DA BAHIA
EDITAL DE CONCURSO PUBLICO Nº. 01/2013
O CHEFE DO EXECUTIVO MUNICIPAL DE ARAMARI - ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição Federal, na Lei Orgânica Municipal, na Lei Municipal nº. 012 de 25 de Março de 2013, e nas demais leis que regem a espécie, em cumprimento às normas estabelecidas pelo Tribunal de Contas dos Municípios - TCM, bem como as normas contidas neste Edital, TORNA PÚBLICO, que estarão abertas as inscrições do CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS PARA O PROVIMENTO DE CARGOS do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Aramari, Estado da Bahia, além das que surgirem durante o prazo de validade do certame. O Concurso Público será regido por este Edital e pelos princípios gerais do Direito que regem a matéria. O concurso público será planejado e executado pela SEPROD - SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS.
1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1. O Concurso Público a que se refere o presente Edital será executado pela SEPROD - Serviço de Processamento de Dados, com sede a Rua Marechal Bittencourt, 401, CEP 48010-410, Alagoinhas - Bahia, site www.seprod.com.br e correio eletrônico contato@seprod.com.br.
1.2. A seleção destina-se ao provimento de vagas existentes nos quadros de servidores da Prefeitura Municipal de Aramari , de acordo com o Anexo II e, ainda, as que surgirem no decorrer do prazo de validade do Concurso, que será de 02 (anos) anos, podendo ser prorrogável por igual período, a contar da data de homologação do certame, a critério da administração da Prefeitura Municipal de Aramari.
1.3. A seleção para os cargos de que trata este Edital compreenderá exame para aferir conhecimentos e habilidades, mediante aplicação de prova objetiva, de caráter classificatório e eliminatório, para todos os cargos, prova prática, de caráter eliminatório, para os cargos de MOTORISTA E OPERADOR DE MÁQUINAS PESADAS e prova de títulos, de caráter classificatório, para os cargos de NÍVEL SUPERIOR e PROFESSORES.
1.4. A convocação para as vagas informadas no Anexo II deste Edital será feita de acordo com as necessidades e a conveniência da Prefeitura Municipal de Aramari.
1.5. Os requisitos para investidura no cargo e suas atribuições estão relacionados no Anexo II deste Edital.
1.6. O conteúdo programático da prova objetiva encontra-se no Anexo I deste Edital.
1.7. Não serão fornecidas, por telefone, informações a respeito de datas, locais e horários de realização das provas. O candidato deverá observar rigorosamente as formas de divulgação estabelecidas neste Edital.
2. DAS INSCRIÇÕES
As inscrições ficarão abertas no período de 09 a 20 de setembro de 2013, no sitewww.seprod.com.br. O candidato que efetivar mais de uma inscrição, para o mesmo período de aplicação da prova objetiva, terá confirmado em apenas uma, sendo as demais canceladas.
INSCRIÇÃO PRESENCIAL
As inscrições presenciais serão realizadas na Secretaria Municipal de Educação Sala dos Conselhos (Antigo Colégio Anselmo), localizado na Rua da Trindade, S/N, Centro, neste Município das 08:00h às 14:00h;
2.1. No ato da inscrição presencial o candidato, ou seu procurador legal, deverá estar munido obrigatoriamente de documento de identidade RG do candidato e do procurador e o CPF do candidato;
2.2. Poderá ser feita inscrição por terceiros mediante procuração simples (não há necessidade do reconhecimento de firma na procuração), acompanhada de cópia legível do documento de identidade do candidato e do mandatário. Deverá ser apresentada para cada candidato inscrito uma procuração específica, a qual ficará retida. O candidato inscrito por procuração assume total responsabilidade pelas informações prestadas na ficha de inscrição por seu procurador, arcando com as consequências de eventuais erros de preenchimento;
2.3. Preencher a Ficha de Inscrição corretamente em letra de forma, com nitidez e legibilidade, especialmente quanto ao campo "Código da Opção de Cargo". Não serão admitidas quaisquer alterações posteriores à efetivação da inscrição;
2.4. O candidato dirigir-se-á a qualquer agência do BANCO DO BRASIL, e efetuará depósito em dinheiro da taxa de inscrição correspondente ao cargo pretendido, constante na ficha de inscrição, na Agência nº. 0158-9, Conta Corrente 26447-4. Não será aceito depósito efetuado em cheque ou em caixa automático;
2.5. Entregar ao Coordenador de Inscrição o original do comprovante de depósito bancário, referente ao valor da Taxa de Inscrição e a fotocópia legível (frente/verso) da cédula de identidade, a qual ficará retida no ato da inscrição;
2.6. Receber do Coordenador de Inscrição o comprovante de confirmação de sua inscrição, contendo o número de inscrição pré-identificado e o Edital completo;
2.7. São considerados desistentes os candidatos que, mesmo tendo feito o pagamento do valor de inscrição, não tenha preenchido e devolvido a respectiva Ficha no período das inscrições, sob qualquer condição ou pretexto, mesmo que por motivo de força maior ou caso fortuito.
INSCRIÇÃO PELA INTERNET
2.8. As inscrições pela internet e demais informações complementares estarão disponíveis no endereço eletrônico www.seprod.com.br, podendo ser realizadas até às 23:59h do último dia previsto ao término das inscrições;
2.9. O candidato deverá preencher o formulário de inscrição, ler e aceitar o conteúdo do Edital e transmitir os dados pela Internet;
2.10. Imprimir o boleto para o pagamento da taxa de inscrição, pagável em toda a rede bancária, com vencimento até o dia 23 de setembro de 2013;
2.11. A SEPROD e a Prefeitura Municipal de Aramari não se responsabilizarão pela solicitação de inscrição via Internet não recebida por motivos de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores de ordem técnica que impossibilitem a transferência de dados;
2.12. A partir do dia 27 de setembro de 2013 o candidato deverá conferir, no endereço eletrônicowww.seprod.com.br, se os dados da inscrição efetuada via Internet foram confirmados. Em caso negativo, o candidato deverá entrar em contato com a SEPROD pelo número (75) 3422-3042, no horário comercial para verificar o ocorrido.
EVENTO
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DATA
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Período de Inscrições dos candidatos
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09 a 20 de setembro de 2013
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Período de solicitação isenção de taxa de inscrição
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09 e 10 de setembro de 2013
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Resultado da análise dos pedidos de isenção
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16 de setembro de 2013
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Vencimento Boleto inscrição internet
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23 de setembro de 2013
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Lista de deferimento inscrições on-line
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27 de setembro de 2013
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Divulgação da relação de candidatos Portadores de Necessidade
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27 de setembro de 2013
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Divulgação da relação de candidatos inscritos
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11 de outubro de 2013
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Divulgação do local de realização das provas objetivas
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18 de outubro de 2013
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Realização da Prova Objetiva
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03 de novembro de 2013
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Gabarito Parcial
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05 de novembro de 2013
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Resultado da Prova Objetiva
|
22 de novembro de 2013
|
Prova prática e títulos
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01 de dezembro de 2013
|
Resultado da Prova prática e títulos
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09 de dezembro de 2013
|
Resultado Final
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12 de dezembro de 2013
|
terça-feira, 27 de agosto de 2013
PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRÃO ESTADO DA BAHIA EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO 01/2013
PREFEITURA
MUNICIPAL DE PEDRÃO
ESTADO
DA BAHIA
EDITAL
DE CONCURSO PÚBLICO 01/2013
O
CHEFE DO EXECUTIVO MUNICIPAL DE PEDRÃO - ESTADO DA BAHIA, no uso de suas
atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição Federal, na
Lei Orgânica Municipal, nas Leis Municipais nº. 283/2006, 243/2001, e nas
demais leis que regem a espécie, em cumprimento às normas estabelecidas pelo Tribunal
de Contas dos Municípios - TCM, bem como as normas contidas neste Edital, TORNA
PÚBLICO, que estarão abertas as inscrições do CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E
TÍTULOS PARA O PROVIMENTO DE CARGOS do quadro efetivo da Prefeitura Municipal
de Pedrão, Estado da Bahia, além das que surgirem durante o prazo de validade
do certame. O Concurso Público será regido por este Edital e pelos princípios
gerais do Direito que regem a matéria. O concurso público será planejado e
executado pela SEPROD - SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS.
2. DAS INSCRIÇÕES
As inscrições ficarão abertas no período de 19 a 30 de Agosto de 2013, na sede da Prefeitura Municipal ou pelo site www.seprod.com.br.
O candidato que efetivar mais de uma inscrição, para o mesmo período de
aplicação da prova objetiva, terá confirmado em apenas uma, sendo as
demais canceladas.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Sociologia, o que é?
Sociologia - tem como objetos de
estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os
indivíduos em grupo.
A Sociologia é uma das Ciências Humanas que tem como objetos de
estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os
indivíduos em grupos, instituições e associações. Enquanto a Psicologia estuda
o indivíduo na sua singularidade, a Sociologia estuda os fenômenos sociais,
compreendendo as diferentes formas de constituição das sociedades e suas
culturas.
O termo Sociologia foi
criado em 1838 (séc. XIX) por Auguste Comte, que pretendia unificar todos os
estudos relativos ao homem — como a História, a Psicologia e a Economia. Mas
foi com Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber que a Sociologia tomou corpo e seus
fundamentos como ciência foram institucionalizados.
A Sociologia
surgiu como disciplina no século XVIII, como resposta acadêmica para um desafio
que estava surgindo: o início da sociedade moderna. Com a Revolução Industrial
e posteriormente com a Revolução Francesa (1789), iniciou-se uma nova era no
mundo, com as quedas das monarquias e a constituição dos Estados nacionais no
Ocidente. A Sociologia surge então para compreender as novas formas das
sociedades, suas estruturas e organizações.
A Sociologia tem a
função de, ao mesmo tempo, observar os fenômenos que se repetem nas relações
sociais – e assim formular explicações gerais ou teóricas sobre o fato social
–, como também se preocupa com aqueles eventos únicos, como por exemplo, o
surgimento do capitalismo ou do Estado Moderno, explicando seus significados e
importância que esses eventos têm na vida dos cidadãos.
Como toda forma de
conhecimento intitulada ciência, a Sociologia pretende explicar a totalidade do
seu universo de pesquisa. O conhecimento sociológico, por meio dos seus
conceitos, teorias e métodos, constituem um instrumento de compreensão da
realidade social e de suas múltiplas redes ou relações sociais.
Os sociólogos estudam e
pesquisam as estruturas da sociedade, como grupos étnicos (indígenas,
aborígenes, ribeirinhos etc.), classes sociais (de trabalhadores, esportistas,
empresários, políticos etc.), gênero (homem, mulher, criança), violência
(crimes violentos ou não, trânsito, corrupção etc.), além de instituições como
família, Estado, escola, religião etc.
Além de suas aplicações
no planejamento social, na condução de programas de intervenção social e no
planejamento de programas sociais e governamentais, o conhecimento sociológico
é também um meio possível de aperfeiçoamento do conhecimento social, na medida
em que auxilia os interessados a compreender mais claramente o comportamento
dos grupos sociais, assim como a sociedade com um todo. Sendo uma disciplina
humanística, a Sociologia é uma forma significativa de consciência social e de
formação de espírito crítico.
A Sociologia nasce da
própria sociedade, e por isso mesmo essa disciplina pode refletir interesses de
alguma categoria social ou ser usado como função ideológica, contrariando o
ideal de objetividade e neutralidade da ciência. Nesse sentido, se expõe o
paradoxo das Ciências Sociais, que ao contrário das ciências da natureza (como
a biologia, física, química etc.), as ciências da sociedade estão dentro do seu
próprio objeto de estudo, pois todo conhecimento é um produto social. Se isso a
priori é uma
desvantagem para a Sociologia, num segundo momento percebemos que a Sociologia
é a única ciência que pode ter a si mesma como objeto de indagação crítica.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
terça-feira, 20 de agosto de 2013
HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
POR QUE ESTUDAR FILOSOFIA
E HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO?
Vocês
que estão aqui presentes serão, daqui a alguns anos, professores. Escolheram
livremente dedicarem suas vidas ao Magistério e é de presumir-se que o fizeram
porque tem amor ao ensino. Daqui a alguns anos ser-lhes-ão confiados alunos
desejosos de aprender pelos motivos os mais diversos, ainda que nem sempre pelo
amor ao saber, e talvez possa caber a vocês despertarem em seus alunos esta
vocação. De qualquer maneira, considerando as poucas vantagens materiais que o
Magistério oferece atualmente, se nem sempre os alunos se dedicam ao
aprendizado por verdadeiro amor ao saber, é provável que muitos, ou pelo menos
alguns dos futuros professores tenham pelo menos um gérmen, uma semente do
verdadeiro amor ao ensino.
É
bastante provável, por causa disso, que verifiquem, ao iniciarem suas carreiras
como professores, que as condições, o modo, o método pelo qual pais, alunos e
diretores esperam que vocês ensinem não sejam os ideais para se obterem os
resultados que se espera que o professor alcance. Irão, pois, querer melhorar;
irão propor algumas pequenas mudanças, destas que são permitidas a cada início
de ano escolar a todo professor, tais como mudar o livro texto, mudar o sistema
de avaliação, mudar a didática das aulas. Mesmo assim, é possível que o
resultado ainda deixe muito a desejar. Talvez então venham a perceber que o
problema é mais profundo, que talvez não se trate apenas de uma questão de
métodos, mas também de objetivos.
Todo
professor pode mudar os objetivos a perseguir no início do ano letivo, dentro de
certos limites. Mas ir mais além destes já não seria possível, porque o
professor está vinculado, em seu trabalho, ao trabalho de todos os demais
professores que seus alunos já tiveram, que estão tendo e que terão no futuro,
dos quais, embora não saibamos de antemão os seus nomes, já sabemos
aproximadamente o que irão ensinar aos nossos alunos. Assim, os objetivos do
ensino no curso primário estão vinculados aos objetivos do ensino na
Universidade e vice versa. Ainda que a professora primária não se aperceba
disso e ainda que a maioria dos seus alunos não cheguem mesmo aos cursos
superiores, o ensino que ela é chamada a ministrar depende da concepção e dos
objetivos que estão por trás do ensino superior, e de muitas mais coisas que
parecem estar aparentemente além da função da professora primária propriamente
dita. Para reelaborar ou mesmo aprimorar os objetivos do ensino primário seria
necessário, portanto, reelaborar os objetivos do sistema educacional como um
todo. Poderíamos então perguntar se isto não poderia ser feito. Se não seria
possível propor uma concepção mais aprimorada para o sistema educacional
vigente.
Para
responder a esta pergunta, devemos primeiramente observar quatro pontos, quatro
aspectos que esta questão nos coloca e que ao mesmo tempo servirão para nos
dar um primeiro, mas ainda pequeno, vislumbre do motivo pelo qual estudar
Filosofia e História da Educação para a formação dos futuros professores.
Em
primeiro lugar, antes de propor uma nova concepção e novos objetivos para o
sistema educacional vigente, deveremos perguntar se realmente sabemos quais são
as concepções e os objetivos do sistema de ensino vigente no momento. Surge aí
uma primeira dificuldade e uma inesperada surpresa. Na sociedade moderna
praticamente ninguém e nenhum educador saberá responder exatamente a esta
pergunta. Ninguém sabe ao certo qual é o objetivo exato que o sistema
educacional vigente persegue. Pode parecer estranho que se faça uma afirmação
destas, ainda mais porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação tem uma
justificação oficial de motivos. Ademais, haverá ainda muitos outros que irão
supor que podem responder a esta pergunta. Mas, examinando mais detalhadamente
estas respostas, mesmo que seja a dos autores da Lei de Diretrizes e Bases,
submetidas a um exame mais rigoroso, iremos verificar que estas não são
respostas realmente satisfatórias. O sistema de ensino tal como existe hoje é
em grande parte produto de forças históricas, econômicas e sociais que nem
sempre operaram de modo consciente. De alguma maneira, o sistema atual de
ensino é este porque é isto que a sociedade em seu conjunto exige. Para
entendermos porque ele é assim e não diferente, e portanto, podermos pensar
mais realisticamente em modificá-lo a fundo, devemos então primeiro compreender
como ele se desenvolveu até chegar a este ponto; e esta história, conforme
veremos, tem aproximadamente, no nosso caso, cinco mil anos de duração.
Em
segundo lugar, não basta compreender por que o ensino é o que é; é necessário
também sermos capazes de compreender o que ele poderia ter sido ou como ele
poderá ser.Esta questão já não é mais histórica. Considerada em pequena escala,
considerada apenas em alguns aspectos, esta questão poderá ser talvez um
problema de didática, um problema de psicologia do aprendizado, ou de qualquer
outra disciplina técnica pedagógica. Mas, considerada em toda a sua amplitude,
a mesma questão passará a ser um problema fundamentalmente filosófico. Vamos
tomar um exemplo para ilustrar. No ensino nós formamos o homem; haverá também
quem pense que no ensino formamos igualmente a futura sociedade. Vamos deixar
este segundo aspecto de lado e ficar apenas no homem. No ensino nós formamos o
homem. O objetivo do homem é aquilo que é bom para o homem. Se é assim, porém,
o que é que é bom para o homem? Para respondermos a esta pergunta, teremos que
responder primeiro o que é o homem. A questão do objetivo do ensino, assim,
depende da questão da concepção do homem e esta é uma questão filosófica.
Qualquer educador que não perceber isto claramente, ao propor qualquer reforma
do ensino, fatalmente irá apresentar apenas reformas de métodos, nunca de
objetivos. Para propor uma reforma mais profunda, uma reforma que seja uma
contribuição e um progresso substancial para a sociedade, o educador terá que
compreender primeiro claramente qual é a concepção de homem que está implícita
no sistema vigente; depois, terá que compreender claramente quais seriam outras
possíveis concepções de homem; deverá também saber discernir qual delas
representa um progresso em relação às outras; somente a partir daí poderá
propor uma melhoria essencial na Educação.
Ora,
todas estas questões são questões filosóficas. Vemos, portanto, que a Filosofia
está longe de ser apenas uma diversão de espírito para o educador. Ao contrário,
é a própria base sobre a qual se assentam as possibilidades de um verdadeiro
progresso para o ensino. Enquanto o educador não se torna filósofo, ele é
simplesmente um instrumento inconsciente, quase que como um autômato controlado
pelas leis da Educação que, por sua vez, estão entregues à mercê de forças
históricas as quais muitas vezes, sob o disfarce do desenvolvimento
tecnológico, podem não ser mais do que a expressão de instintos primitivos da
natureza, da simples luta pela sobrevivência, em vez de uma verdadeira busca de
uma plena realização do homem.
Ao
chegarmos a este ponto, entra porém em cena uma terceira dificuldade.
Perguntamos por uma concepção de homem. Que seria isto, diremos nós, senão
perguntar coisas do seguinte tipo: O que é o homem? Por que ele existe? Com que
finalidade ele existe? Ora, se é isto mesmo, então parece que estas perguntas
não têm resposta. Nenhum de nós sabe respondê-las. Se perguntarmos aos nossos
conhecidos, aos nossos vizinhos, ao motorista do táxi, ao jornaleiro, ao
político, ao professor, também não o saberão dizer. Se abrirmos o jornal, a
revista semanal, se ligarmos o rádio ou a televisão, também não iremos
encontrar nenhuma resposta. Se insistirmos e exigirmos de todas estas pessoas
que respondam, nos darão respostas infantis, respostas que não saberão
justificar e das quais elas próprias não têm certeza. Ademais, nunca ouvimos
falar que tais respostas tivessem sido dadas, dirão vocês. A conclusão que
parece se tirar daí é que tais respostas não existem e que talvez nem possam
existir.
Que se
poderá a estas dificuldades? No momento, apenas que um estudo mais aprofundado
é capaz de mostrar que houve na História grandes mestres de Filosofia que
tentaram responder seriamente a tais perguntas e que, independentemente do
problema de se saber aqui se eles acertaram ou não, foram também capazes de
justificá-las de modo incomum. E que, talvez devido à profundidade de suas
respostas e às exigências particulares necessárias para compreendê-las, a
grande massa da humanidade, aquela que justamente acabou organizando o atual
sistema de ensino, não foi capaz de abarcá-las. O que significa que, se
queremos examinar tais problemas, será de fato inútil perguntar tais coisas a
colegas e a vizinhos, mas deveremos primeiro nos aproximar e estudar estes
grandes mestres com esforço e com paciência para procurar compreender bem a
profundidade do que eles nos quiseram transmitir. Então talvez poderá surgir
uma luz mais profunda em nosso espírito sobre os problemas da Educação.
Finalmente,
em quarto lugar, queremos adiantar aqui que este mesmo estudo mais detalhado da
História da Educação, paralelo ao da Filosofia, irá mostrar também que, apesar
da pouca compreensão que não só as grandes massas como também os responsáveis
pela Educação tiveram destes mestres, o trabalho destes grandes homens não foi
totalmente em vão. A maioria dos pontos positivos que houve na Educação e na
sociedade de todas as épocas, e inclusive na nossa, se deveu justamente àquele
pouco que foi historicamente assimilado de suas obras. Desta maneira, apenas um
conhecimento histórico não é suficiente para uma exata compreensão do estado
atual da Educação. É também necessário um conhecimento paralelo de Filosofia,
de outra forma a melhor parte, a parte mais nobre do desenvolvimento da
Educação escapará totalmente de diante de nossa vista, assim como toda a gama
de possibilidades que o trabalho do educador ainda pode ser chamado a
desenvolver.
Com
isto esperamos ter fornecido aos alunos alguma motivação preliminar com que ele
possa entrever o quanto é importante para o futuro educador um conhecimento
profundo de História e de Filosofia.
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