sexta-feira, 27 de setembro de 2013

FIGURAS DE ESTILO

Sobre Gramática por Algo Sobre
conteudo@algosobre.com.br
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Leio Manuel Bandeira quase diariamente. Nessa frase ocorre uma figura de estilo que consiste na substituição de um termo (a obra) por outro (nome do autor). A essa figura de estilo dá-se o nome de metonímia. Numa metonímia, em vez de designarmos o ser a que queremos nos referir, utilizamos outra palavra que com ele mantém uma relação de significado. Ocorre a metonímia quando se emprega:

a) o autor pela obras: Detesto ler Paulo Coelho.
(Na verdade, os livros de Paulo Coelho)

b) o continente pelo conteúdo: Bebi apenas dois copos de cerveja.
(Na verdade, o emissor não bebeu os copos e sim a cerveja)

c) o lugar pelo produto feito no lugar: Só toma champanhe no reveillon.
(Champanhe é o nome de uma região da França onde se originou esse tipo de vinho)

d) o efeito pela causa: Vivemos do nosso trabalho.
(Na verdade, o trabalho é a causa e o efeito é o alimento)

e) o instrumento pela pessoa que o utiliza: Em geral, os adolescentes são bons garfos.
(Em geral, os adolescentes comem muito)

f) a parte pelo todo: Seus olhos têm me consumido.
(Na realidade, trata-se da pessoa como um todo e não apenas dos olhos)

g) o material pelo objeto: A porcelana todo branca dava um toque especial ao jantar.
(Os objetos feitos de porcelana)

h) a marca pelo produto: Só usa gilete importada.
(A palavra gilete vem da marca Gillete da lâmina de barbear.)

Observação importante: A metonímia não se confunde com a metáfora. Enquanto a metáfora se baseia numa relação de caráter subjetivo, individual, a metonímia se baseia numa relação lógica, constante entre dois seres.

Perífrase

Observe:

O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente. Utilizou-se a expressão "povo lusitano" para substituir "os portugueses". Esse rodeio de palavras que substituiu um nome comum ou próprio chama-se perífrase. Perífrase é a substituição de um nome comum ou próprio por um expressão que a caracterize. Nada mais é do que um circunlóquio, isto é, um rodeio de palavras. Outros exemplos: Astro rei (Sol) | última flor do Lácio (língua portuguesa) | Cidade-Luz (Paris) Rainha da Borborema (Campina Grande) | Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro)

Observação: existe também um tipo especial de perífrase que se refere somente a pessoas. Tal figura de estilo é chamada de antonomásia e baseia-se nas qualidades ou ações notórias do indivíduo ou da entidade a que a expressão se refere.

Exemplos:

A rainha do mar (Iemanjá)
O poeta dos escravos (Castro Alves)
O criador do teatro português (Gil Vicente)

Gradação

Surpreso, admira o seu porte, sentindo-se vivo, o maior, o invencível. Nesse exemplo, o autor caracteriza o porte da personagem, empregando três adjetivos dispostos numa progressão ascendente, isto é, do menos intenso para o mais intenso. Trata-se de uma gradação ascendente ou clímax. A gradação pode ocorrer também numa progressão descendente, isto é, do mais intenso para o menos intenso, do maior para o menor, do mais distante para o mais próximo. Trata-se, neste caso, de gradação descendente ou anticlímax. Exemplo: Um grito, um gemido, um sussurro, nada quebrava o silêncio daquele lugar sombrio.

Catacrese

Observe:

Embarcamos no ônibus das 10 horas da manhã.
O verbo embarcar era usado primitivamente para significar apenas "entrar num barco". Hoje, pela falta de um termo apropriado, em diversas circunstância utiliza-se esse verbo para significar "entrar em avião, ônibus ou trem". Essa figura de estilo chamasse catacrese. A catacrese consiste no emprego de um termo figurado pela falta de outro mais próprio. É um tipo de metáfora cujo uso é tão corrente que não é mais considerada como tal.
A perna da mesa
O dente de alho.
O braço da cadeira.
A asa da xícara.

Eufemismo

Leia estes versos de Camões:
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Ao invés de dizer que sua amada havia morrido, Camões utilizou a expressão partir cedo desta vida. A esse recurso usado para suavizar ou atenuar ideias consideradas desagradáveis, cruéis, chocantes, imorais dá-se o nome de eufemismo. Na linguagem popular há muitas expressões eufemísticas que substituem o verbo morrer.Exemplos "entregar a alma a Deus", "despedir-se da vida", "passar desta para melhor".

Hipérbole

Leia estes versos de Fernando Pessoa:

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até o fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo...

É evidente que há exagero por parte do poeta quando afirma que clarear até o fim do mundoou ver a terra inteira. Esse recurso que consiste no exagero proposital das coisas, atribuindo-lhes proporções fora do normal, chama-se hipérbole. Na linguagem popular, a hipérbole é bastante empregada.

Já falei mais de mil vezes.
Morreram
 de rir.

Hibridismo
                         
Consiste em formar palavras novas utilizando elementos de línguas diferentes. São exemplos de hibridismos ou palavras híbridas: Um microondas! Uma televisão! Um automóvel! Para mim?

a) socio logia (latim e grego)
b) auto móvel (grego e latim)
c) alcoô metro (árabe e grego)
O hibridismo ocorre, com frequência, na linguagem coloquial:
sambó dromo (português e grego)
chutô metro (português e grego)
olhô metro (português e grego)

Onomatopeia

Consiste na reprodução aproximada de certos sons ou ruídos por meio de palavras. Exemplos: pum!pum!, tchibum!, zás! bem-te-vi. Em geral, os elementos dessas palavras duplicam-se:

cricri
reco-reco
tique-taque
zunzum

Sigla

Consiste em reduzir certos títulos e expressões, utilizando a letra ou a sílaba inicial de cada um dos elementos. Esse processo vem sendo cada vez mais empregados nos dias atuais.

ONU: Organização das Nações Unidas.
Ibope: Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística
UFPB: Universidade Federal da Paraíba

Abreviação vocabular ou redução

Consiste na redução fonética de uma palavra ou expressão. Exemplos:

apê (apartamento)
foto (fotografia)
cine (cinema)
moto (motocicleta)
bíci (bicicleta)


AS ESCOLAS LITERÁRIAS BRASILEIRA

A literatura Brasileira sempre esteve atrelada ao desenvolvimento da Literatura Portuguesa, pelo simples fato de que o Brasil foi Colônia de Portugal desde seu descobrimento, foi a partir daí que se deu o surgimento da literatura Brasileira, que graças a Proclamação da República ganhou sua independência. Entretanto, é errado pensar que por esse motivo a Literatura Brasileira possuiu perfeita identidade com a Portuguesa, muitas vezes diferenciou-se da literatura Metrópole, e foi adquirindo contornos e méritos próprios. De modo geral, a Literatura Brasileira acompanhou toda a trajetória do auge ao declínio dos diversos estilos literários em Portugal. É válido recatar que era a Metrópole que trazia as boas e ruins tendências literárias para o Brasil. Assim, temos os seguintes períodos literários: Barroca, Arcadismo, Romantismo, Realismo/ Naturalismo/ Parnasianismo, Simbolismo, Pré- Modernismo, Modernismo e neo-realismo.

Não podemos também esquecer de citar o Quinhetismo, que representa a leitura de informação que foram as cartas sobre o Brasil, entre elas destaco a Carta de Pero Vaz de Caminha, em que o próprio descreveu como pôde o nosso maravilhoso e abençoado país para o rei de Portugal. A seguir há um pouco de cada uma das escolas.

Barroco:

O Barroco não foi desenvolvido no Brasil e sim introduzido pelos portugueses, pois na nossa época ainda não havia produção cultural significante no país. E é caracterizado por expressar solidão e o sentimento de agonia de um homem dividido entre a razão e a fé, e também é encontrada na produção barroca uma larga utilização de figuras de linguagem como a metáfora, a antítese, o paradoxo e a sinestesia. Os autores que se destacaram foi o Padre Antônio e Gregório de Matos.

Arcadismo:

Influenciado pelo grande desenvolvimento cientifica do inicio do século XVIII, a visão de mundo do homem passa a ser racional. O Arcadismo surge em cena como uma reação contra o exagero barroco, visando o estilo mais simples e objetivo na literatura. Destacam-se, nesse período Tomás Antônio Gonzaga, Cláudia Manuel da Costa, Silva Alvarenga, Alvarenga Peixoto, Basílio da Gama, Frei José de Santa Rita Durão. Romantismo tem de mais valioso correntes e o cristianismo medieval, a valorização da emoção e do coração, a valorização da individualidade e a libertação das normas. As suas principais características o subjetivismo, o idealismo, a liberdade de criação, o sentimentalismo, a valorização do amor, o nacionalismo, a religiosidade, a evasão, o mal-do-século, o indianismo, nacionalismo, e sertanismo. Seus principais autores Gonçalves Dias, Castro Alves, Casemiro de Abreu, José de Alencar entre outros.

Realismo/ Naturalismo/ Parnasianismo:

Suas obras eram pensadas como instrumentos de denúncia e combate, à medida que trabalhavam com temas sociais, procurando denunciar as desigualdades sociais, umas das suas características mais importantes são: Objetividade, fidelidade e realidade, linguagem simples, detalhismo, preferência pela descrição, foco narrativo em seu próprio tempo e espaço histórico. OBS: O naturalismo é uma tendência radicalizada do Realismo que condiciona o homem ao meio ambiente que o cerca. Para um escritor naturalista, o homem submete-se às forças biológicas ou sociais, e age de acordo com elas. LEMBRE-SE: Todo escritor naturalista é realista, mas nem todo escritor realista é naturalista.

E entre eles estão os mais destacados: Machado de Assis e Raul Pompéia. No Realismo de tendência naturalista destacam-se: Aluísio Azevedo e Inglês de Souza. Parnasianismo é, na poesia, o correspondente do Realismo na prosa. Poesia de oposição ao estilo romântico, buscava assim, a perfeição formal, e trabalhava temas universais, valorizando em alta a forma, as rimas perfeitas, a metrificação e ritmo. Como principais autores são: Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira.

Simbolismo:

A princípio chamado de Decadentismo, o Simbolismo procurava evidenciar a profunda insatisfação popular ocasionada pela agitação política e social do final do século XIX. O Simbolismo denunciava a decadência dos valores desse período. Caracterizado pelo espiritualismo, o misticismo, o subjetivismo, a expressão imprecisa e da vaga realidade, e associação de ideias. Seus autores são: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.

Pré – Modernismo:

Basicamente abrangeu a continuidade das produções literárias de caráter critico. Principalmente prosa, os autores procuravam trabalhar com temas de denúncia social, procurando apontar as falhas de uma sociedade dividida. Na poesia, o modelo ainda é o parnasiano (com exceção do poeta Augusto dos Anjos). Enfatiza a realidade de vida brasileira e seus problemas, através da análise de alguns personagens tipicamente brasileiros: o sertanejo, caipira, representantes da classe média e etc. Destacaram-se nesse período os autores: Lima Barreto, Euclides da Cunha, Graça Aranha e Monteiro Lobato.

Modernismo: 

Movimento mais revolucionário de toda literatura brasileira, o Modernismo procurou romper com todas as regras existentes até então na arte. Influenciados pelos movimentos de vanguarda europeus, que procuravam estabelecer uma nova visão e interpretação da realidade, alguns jovens artistas organizaram A Semana da Arte Moderna, que foi realizado em 1922, e causou um grande alvoroço, como meu colega Cidilian já comentou. Os autores que mais destacaram nesse período foram: Manuel Bandeira, Mario Andrade, Oswaldo de Andrade, Alcântara Machado entre outros.

Neo-Realismo:

Como alguns autores do pré-modernismo, essa fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as críticas e as denúncias aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos místicos, religiosos e urbanos também são retomados. Destacam-se as seguintes autores: Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Raquel de Queiróz e Jorge Amado. Os principais poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles.


SITES

http://www.suapesquisa.com/literaturabrasil/
pt.wikipedia.org/wiki/Escolas_da_literatura_brasileira - 50k –
LIVRO

Novo ensino dinâmico de Pesquisa
Manual Dinâmico do Estudante. - São Paulo: Difusão Cultural do Livro, 1999.
Vários autores. ISBN: 85-7338-
1. Ensino Fundamental 2. Livros-texto ( Ensino Fundamental)
98-2328 COD- 372.19

Por: DAENE SARAIVA***




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAMARI ESTADO DA BAHIA EDITAL DE CONCURSO PUBLICO Nº. 01/2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAMARI

ESTADO DA BAHIA

EDITAL DE CONCURSO PUBLICO Nº. 01/2013

O CHEFE DO EXECUTIVO MUNICIPAL DE ARAMARI - ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição Federal, na Lei Orgânica Municipal, na Lei Municipal nº. 012 de 25 de Março de 2013, e nas demais leis que regem a espécie, em cumprimento às normas estabelecidas pelo Tribunal de Contas dos Municípios - TCM, bem como as normas contidas neste Edital, TORNA PÚBLICO, que estarão abertas as inscrições do CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS PARA O PROVIMENTO DE CARGOS do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Aramari, Estado da Bahia, além das que surgirem durante o prazo de validade do certame. O Concurso Público será regido por este Edital e pelos princípios gerais do Direito que regem a matéria. O concurso público será planejado e executado pela SEPROD - SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS.
1. DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1. O Concurso Público a que se refere o presente Edital será executado pela SEPROD - Serviço de Processamento de Dados, com sede a Rua Marechal Bittencourt, 401, CEP 48010-410, Alagoinhas - Bahia, site www.seprod.com.br e correio eletrônico contato@seprod.com.br.
1.2. A seleção destina-se ao provimento de vagas existentes nos quadros de servidores da Prefeitura Municipal de Aramari , de acordo com o Anexo II e, ainda, as que surgirem no decorrer do prazo de validade do Concurso, que será de 02 (anos) anos, podendo ser prorrogável por igual período, a contar da data de homologação do certame, a critério da administração da Prefeitura Municipal de Aramari.
1.3. A seleção para os cargos de que trata este Edital compreenderá exame para aferir conhecimentos e habilidades, mediante aplicação de prova objetiva, de caráter classificatório e eliminatório, para todos os cargos, prova prática, de caráter eliminatório, para os cargos de MOTORISTA E OPERADOR DE MÁQUINAS PESADAS e prova de títulos, de caráter classificatório, para os cargos de NÍVEL SUPERIOR e PROFESSORES.
1.4. A convocação para as vagas informadas no Anexo II deste Edital será feita de acordo com as necessidades e a conveniência da Prefeitura Municipal de Aramari.
1.5. Os requisitos para investidura no cargo e suas atribuições estão relacionados no Anexo II deste Edital.
1.6. O conteúdo programático da prova objetiva encontra-se no Anexo I deste Edital.
1.7. Não serão fornecidas, por telefone, informações a respeito de datas, locais e horários de realização das provas. O candidato deverá observar rigorosamente as formas de divulgação estabelecidas neste Edital.
2. DAS INSCRIÇÕES
As inscrições ficarão abertas no período de 09 a 20 de setembro de 2013, no sitewww.seprod.com.br. O candidato que efetivar mais de uma inscrição, para o mesmo período de aplicação da prova objetiva, terá confirmado em apenas uma, sendo as demais canceladas.
INSCRIÇÃO PRESENCIAL
As inscrições presenciais serão realizadas na Secretaria Municipal de Educação Sala dos Conselhos (Antigo Colégio Anselmo), localizado na Rua da Trindade, S/N, Centro, neste Município das 08:00h às 14:00h;
2.1. No ato da inscrição presencial o candidato, ou seu procurador legal, deverá estar munido obrigatoriamente de documento de identidade RG do candidato e do procurador e o CPF do candidato;
2.2. Poderá ser feita inscrição por terceiros mediante procuração simples (não há necessidade do reconhecimento de firma na procuração), acompanhada de cópia legível do documento de identidade do candidato e do mandatário. Deverá ser apresentada para cada candidato inscrito uma procuração específica, a qual ficará retida. O candidato inscrito por procuração assume total responsabilidade pelas informações prestadas na ficha de inscrição por seu procurador, arcando com as consequências de eventuais erros de preenchimento;
2.3. Preencher a Ficha de Inscrição corretamente em letra de forma, com nitidez e legibilidade, especialmente quanto ao campo "Código da Opção de Cargo". Não serão admitidas quaisquer alterações posteriores à efetivação da inscrição;
2.4. O candidato dirigir-se-á a qualquer agência do BANCO DO BRASIL, e efetuará depósito em dinheiro da taxa de inscrição correspondente ao cargo pretendido, constante na ficha de inscrição, na Agência nº. 0158-9, Conta Corrente 26447-4. Não será aceito depósito efetuado em cheque ou em caixa automático;
2.5. Entregar ao Coordenador de Inscrição o original do comprovante de depósito bancário, referente ao valor da Taxa de Inscrição e a fotocópia legível (frente/verso) da cédula de identidade, a qual ficará retida no ato da inscrição;
2.6. Receber do Coordenador de Inscrição o comprovante de confirmação de sua inscrição, contendo o número de inscrição pré-identificado e o Edital completo;
2.7. São considerados desistentes os candidatos que, mesmo tendo feito o pagamento do valor de inscrição, não tenha preenchido e devolvido a respectiva Ficha no período das inscrições, sob qualquer condição ou pretexto, mesmo que por motivo de força maior ou caso fortuito.
INSCRIÇÃO PELA INTERNET
2.8. As inscrições pela internet e demais informações complementares estarão disponíveis no endereço eletrônico www.seprod.com.br, podendo ser realizadas até às 23:59h do último dia previsto ao término das inscrições;
2.9. O candidato deverá preencher o formulário de inscrição, ler e aceitar o conteúdo do Edital e transmitir os dados pela Internet;
2.10. Imprimir o boleto para o pagamento da taxa de inscrição, pagável em toda a rede bancária, com vencimento até o dia 23 de setembro de 2013;
2.11. A SEPROD e a Prefeitura Municipal de Aramari não se responsabilizarão pela solicitação de inscrição via Internet não recebida por motivos de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores de ordem técnica que impossibilitem a transferência de dados;
2.12. A partir do dia 27 de setembro de 2013 o candidato deverá conferir, no endereço eletrônicowww.seprod.com.br, se os dados da inscrição efetuada via Internet foram confirmados. Em caso negativo, o candidato deverá entrar em contato com a SEPROD pelo número (75) 3422-3042, no horário comercial para verificar o ocorrido.
EVENTO
DATA
Período de Inscrições dos candidatos
09 a 20 de setembro de 2013
Período de solicitação isenção de taxa de inscrição
09 e 10 de setembro de 2013
Resultado da análise dos pedidos de isenção
16 de setembro de 2013
Vencimento Boleto inscrição internet
23 de setembro de 2013
Lista de deferimento inscrições on-line
27 de setembro de 2013
Divulgação da relação de candidatos Portadores de Necessidade
27 de setembro de 2013
Divulgação da relação de candidatos inscritos
11 de outubro de 2013
Divulgação do local de realização das provas objetivas
18 de outubro de 2013
Realização da Prova Objetiva
03 de novembro de 2013
Gabarito Parcial
05 de novembro de 2013
Resultado da Prova Objetiva
22 de novembro de 2013
Prova prática e títulos
01 de dezembro de 2013
Resultado da Prova prática e títulos
09 de dezembro de 2013
Resultado Final
12 de dezembro de 2013

    terça-feira, 27 de agosto de 2013

    PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRÃO ESTADO DA BAHIA EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO 01/2013

    PREFEITURA MUNICIPAL DE PEDRÃO
    ESTADO DA BAHIA
    EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO 01/2013 



    O CHEFE DO EXECUTIVO MUNICIPAL DE PEDRÃO - ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituição Federal, na Lei Orgânica Municipal, nas Leis Municipais nº. 283/2006, 243/2001, e nas demais leis que regem a espécie, em cumprimento às normas estabelecidas pelo Tribunal de Contas dos Municípios - TCM, bem como as normas contidas neste Edital, TORNA PÚBLICO, que estarão abertas as inscrições do CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS PARA O PROVIMENTO DE CARGOS do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Pedrão, Estado da Bahia, além das que surgirem durante o prazo de validade do certame. O Concurso Público será regido por este Edital e pelos princípios gerais do Direito que regem a matéria. O concurso público será planejado e executado pela SEPROD - SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS.

    2. DAS INSCRIÇÕES

    As inscrições ficarão abertas no período de 19 a 30 de Agosto de 2013, na sede da Prefeitura Municipal ou pelo site www.seprod.com.br. O candidato que efetivar mais de uma inscrição, para o mesmo período de aplicação da prova objetiva, terá confirmado em apenas uma, sendo as demais canceladas.

    quinta-feira, 22 de agosto de 2013

    SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

    Sociologia, o que é?

    Sociologia - tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupo.

    A Sociologia é uma das Ciências Humanas que tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupos, instituições e associações. Enquanto a Psicologia estuda o indivíduo na sua singularidade, a Sociologia estuda os fenômenos sociais, compreendendo as diferentes formas de constituição das sociedades e suas culturas.

    O termo Sociologia foi criado em 1838 (séc. XIX) por Auguste Comte, que pretendia unificar todos os estudos relativos ao homem — como a História, a Psicologia e a Economia. Mas foi com Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber que a Sociologia tomou corpo e seus fundamentos como ciência foram institucionalizados.

    A Sociologia surgiu como disciplina no século XVIII, como resposta acadêmica para um desafio que estava surgindo: o início da sociedade moderna. Com a Revolução Industrial e posteriormente com a Revolução Francesa (1789), iniciou-se uma nova era no mundo, com as quedas das monarquias e a constituição dos Estados nacionais no Ocidente. A Sociologia surge então para compreender as novas formas das sociedades, suas estruturas e organizações.

    A Sociologia tem a função de, ao mesmo tempo, observar os fenômenos que se repetem nas relações sociais – e assim formular explicações gerais ou teóricas sobre o fato social –, como também se preocupa com aqueles eventos únicos, como por exemplo, o surgimento do capitalismo ou do Estado Moderno, explicando seus significados e importância que esses eventos têm na vida dos cidadãos.

    Como toda forma de conhecimento intitulada ciência, a Sociologia pretende explicar a totalidade do seu universo de pesquisa. O conhecimento sociológico, por meio dos seus conceitos, teorias e métodos, constituem um instrumento de compreensão da realidade social e de suas múltiplas redes ou relações sociais.

    Os sociólogos estudam e pesquisam as estruturas da sociedade, como grupos étnicos (indígenas, aborígenes, ribeirinhos etc.), classes sociais (de trabalhadores, esportistas, empresários, políticos etc.), gênero (homem, mulher, criança), violência (crimes violentos ou não, trânsito, corrupção etc.), além de instituições como família, Estado, escola, religião etc.

    Além de suas aplicações no planejamento social, na condução de programas de intervenção social e no planejamento de programas sociais e governamentais, o conhecimento sociológico é também um meio possível de aperfeiçoamento do conhecimento social, na medida em que auxilia os interessados a compreender mais claramente o comportamento dos grupos sociais, assim como a sociedade com um todo. Sendo uma disciplina humanística, a Sociologia é uma forma significativa de consciência social e de formação de espírito crítico.

    A Sociologia nasce da própria sociedade, e por isso mesmo essa disciplina pode refletir interesses de alguma categoria social ou ser usado como função ideológica, contrariando o ideal de objetividade e neutralidade da ciência. Nesse sentido, se expõe o paradoxo das Ciências Sociais, que ao contrário das ciências da natureza (como a biologia, física, química etc.), as ciências da sociedade estão dentro do seu próprio objeto de estudo, pois todo conhecimento é um produto social. Se isso a priori é uma desvantagem para a Sociologia, num segundo momento percebemos que a Sociologia é a única ciência que pode ter a si mesma como objeto de indagação crítica.

    Orson Camargo
    Colaborador Brasil Escola
    Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
    Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP


    terça-feira, 20 de agosto de 2013

    HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

    POR QUE ESTUDAR FILOSOFIA E HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO?

    Vocês que estão aqui presentes serão, daqui a alguns anos, professores. Escolheram livremente dedicarem suas vidas ao Magistério e é de presumir-se que o fizeram porque tem amor ao ensino. Daqui a alguns anos ser-lhes-ão confiados alunos desejosos de aprender pelos motivos os mais diversos, ainda que nem sempre pelo amor ao saber, e talvez possa caber a vocês despertarem em seus alunos esta vocação. De qualquer maneira, considerando as poucas vantagens materiais que o Magistério oferece atualmente, se nem sempre os alunos se dedicam ao aprendizado por verdadeiro amor ao saber, é provável que muitos, ou pelo menos alguns dos futuros professores tenham pelo menos um gérmen, uma semente do verdadeiro amor ao ensino.

    É bastante provável, por causa disso, que verifiquem, ao iniciarem suas carreiras como professores, que as condições, o modo, o método pelo qual pais, alunos e diretores esperam que vocês ensinem não sejam os ideais para se obterem os resultados que se espera que o professor alcance. Irão, pois, querer melhorar; irão propor algumas pequenas mudanças, destas que são permitidas a cada início de ano escolar a todo professor, tais como mudar o livro texto, mudar o sistema de avaliação, mudar a didática das aulas. Mesmo assim, é possível que o resultado ainda deixe muito a desejar. Talvez então venham a perceber que o problema é mais profundo, que talvez não se trate apenas de uma questão de métodos, mas também de objetivos.

    Todo professor pode mudar os objetivos a perseguir no início do ano letivo, dentro de certos limites. Mas ir mais além destes já não seria possível, porque o professor está vinculado, em seu trabalho, ao trabalho de todos os demais professores que seus alunos já tiveram, que estão tendo e que terão no futuro, dos quais, embora não saibamos de antemão os seus nomes, já sabemos aproximadamente o que irão ensinar aos nossos alunos. Assim, os objetivos do ensino no curso primário estão vinculados aos objetivos do ensino na Universidade e vice versa. Ainda que a professora primária não se aperceba disso e ainda que a maioria dos seus alunos não cheguem mesmo aos cursos superiores, o ensino que ela é chamada a ministrar depende da concepção e dos objetivos que estão por trás do ensino superior, e de muitas mais coisas que parecem estar aparentemente além da função da professora primária propriamente dita. Para reelaborar ou mesmo aprimorar os objetivos do ensino primário seria necessário, portanto, reelaborar os objetivos do sistema educacional como um todo. Poderíamos então perguntar se isto não poderia ser feito. Se não seria possível propor uma concepção mais aprimorada para o sistema educacional vigente.

    Para responder a esta pergunta, devemos primeiramente observar quatro pontos, quatro aspectos que esta questão nos coloca e que ao mesmo tempo servirão para nos dar um primeiro, mas ainda pequeno, vislumbre do motivo pelo qual estudar Filosofia e História da Educação para a formação dos futuros professores.

    Em primeiro lugar, antes de propor uma nova concepção e novos objetivos para o sistema educacional vigente, deveremos perguntar se realmente sabemos quais são as concepções e os objetivos do sistema de ensino vigente no momento. Surge aí uma primeira dificuldade e uma inesperada surpresa. Na sociedade moderna praticamente ninguém e nenhum educador saberá responder exatamente a esta pergunta. Ninguém sabe ao certo qual é o objetivo exato que o sistema educacional vigente persegue. Pode parecer estranho que se faça uma afirmação destas, ainda mais porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação tem uma justificação oficial de motivos. Ademais, haverá ainda muitos outros que irão supor que podem responder a esta pergunta. Mas, examinando mais detalhadamente estas respostas, mesmo que seja a dos autores da Lei de Diretrizes e Bases, submetidas a um exame mais rigoroso, iremos verificar que estas não são respostas realmente satisfatórias. O sistema de ensino tal como existe hoje é em grande parte produto de forças históricas, econômicas e sociais que nem sempre operaram de modo consciente. De alguma maneira, o sistema atual de ensino é este porque é isto que a sociedade em seu conjunto exige. Para entendermos porque ele é assim e não diferente, e portanto, podermos pensar mais realisticamente em modificá-lo a fundo, devemos então primeiro compreender como ele se desenvolveu até chegar a este ponto; e esta história, conforme veremos, tem aproximadamente, no nosso caso, cinco mil anos de duração.

    Em segundo lugar, não basta compreender por que o ensino é o que é; é necessário também sermos capazes de compreender o que ele poderia ter sido ou como ele poderá ser.Esta questão já não é mais histórica. Considerada em pequena escala, considerada apenas em alguns aspectos, esta questão poderá ser talvez um problema de didática, um problema de psicologia do aprendizado, ou de qualquer outra disciplina técnica pedagógica. Mas, considerada em toda a sua amplitude, a mesma questão passará a ser um problema fundamentalmente filosófico. Vamos tomar um exemplo para ilustrar. No ensino nós formamos o homem; haverá também quem pense que no ensino formamos igualmente a futura sociedade. Vamos deixar este segundo aspecto de lado e ficar apenas no homem. No ensino nós formamos o homem. O objetivo do homem é aquilo que é bom para o homem. Se é assim, porém, o que é que é bom para o homem? Para respondermos a esta pergunta, teremos que responder primeiro o que é o homem. A questão do objetivo do ensino, assim, depende da questão da concepção do homem e esta é uma questão filosófica. Qualquer educador que não perceber isto claramente, ao propor qualquer reforma do ensino, fatalmente irá apresentar apenas reformas de métodos, nunca de objetivos. Para propor uma reforma mais profunda, uma reforma que seja uma contribuição e um progresso substancial para a sociedade, o educador terá que compreender primeiro claramente qual é a concepção de homem que está implícita no sistema vigente; depois, terá que compreender claramente quais seriam outras possíveis concepções de homem; deverá também saber discernir qual delas representa um progresso em relação às outras; somente a partir daí poderá propor uma melhoria essencial na Educação.

    Ora, todas estas questões são questões filosóficas. Vemos, portanto, que a Filosofia está longe de ser apenas uma diversão de espírito para o educador. Ao contrário, é a própria base sobre a qual se assentam as possibilidades de um verdadeiro progresso para o ensino. Enquanto o educador não se torna filósofo, ele é simplesmente um instrumento inconsciente, quase que como um autômato controlado pelas leis da Educação que, por sua vez, estão entregues à mercê de forças históricas as quais muitas vezes, sob o disfarce do desenvolvimento tecnológico, podem não ser mais do que a expressão de instintos primitivos da natureza, da simples luta pela sobrevivência, em vez de uma verdadeira busca de uma plena realização do homem.

    Ao chegarmos a este ponto, entra porém em cena uma terceira dificuldade. Perguntamos por uma concepção de homem. Que seria isto, diremos nós, senão perguntar coisas do seguinte tipo: O que é o homem? Por que ele existe? Com que finalidade ele existe? Ora, se é isto mesmo, então parece que estas perguntas não têm resposta. Nenhum de nós sabe respondê-las. Se perguntarmos aos nossos conhecidos, aos nossos vizinhos, ao motorista do táxi, ao jornaleiro, ao político, ao professor, também não o saberão dizer. Se abrirmos o jornal, a revista semanal, se ligarmos o rádio ou a televisão, também não iremos encontrar nenhuma resposta. Se insistirmos e exigirmos de todas estas pessoas que respondam, nos darão respostas infantis, respostas que não saberão justificar e das quais elas próprias não têm certeza. Ademais, nunca ouvimos falar que tais respostas tivessem sido dadas, dirão vocês. A conclusão que parece se tirar daí é que tais respostas não existem e que talvez nem possam existir.

    Que se poderá a estas dificuldades? No momento, apenas que um estudo mais aprofundado é capaz de mostrar que houve na História grandes mestres de Filosofia que tentaram responder seriamente a tais perguntas e que, independentemente do problema de se saber aqui se eles acertaram ou não, foram também capazes de justificá-las de modo incomum. E que, talvez devido à profundidade de suas respostas e às exigências particulares necessárias para compreendê-las, a grande massa da humanidade, aquela que justamente acabou organizando o atual sistema de ensino, não foi capaz de abarcá-las. O que significa que, se queremos examinar tais problemas, será de fato inútil perguntar tais coisas a colegas e a vizinhos, mas deveremos primeiro nos aproximar e estudar estes grandes mestres com esforço e com paciência para procurar compreender bem a profundidade do que eles nos quiseram transmitir. Então talvez poderá surgir uma luz mais profunda em nosso espírito sobre os problemas da Educação.

    Finalmente, em quarto lugar, queremos adiantar aqui que este mesmo estudo mais detalhado da História da Educação, paralelo ao da Filosofia, irá mostrar também que, apesar da pouca compreensão que não só as grandes massas como também os responsáveis pela Educação tiveram destes mestres, o trabalho destes grandes homens não foi totalmente em vão. A maioria dos pontos positivos que houve na Educação e na sociedade de todas as épocas, e inclusive na nossa, se deveu justamente àquele pouco que foi historicamente assimilado de suas obras. Desta maneira, apenas um conhecimento histórico não é suficiente para uma exata compreensão do estado atual da Educação. É também necessário um conhecimento paralelo de Filosofia, de outra forma a melhor parte, a parte mais nobre do desenvolvimento da Educação escapará totalmente de diante de nossa vista, assim como toda a gama de possibilidades que o trabalho do educador ainda pode ser chamado a desenvolver.

    Com isto esperamos ter fornecido aos alunos alguma motivação preliminar com que ele possa entrever o quanto é importante para o futuro educador um conhecimento profundo de História e de Filosofia.


    Notas de FHE

      MESTRADO PROFISSIONAL CAPES aprova primeira proposta com parte do curso em EaD Projeto tem atividades presenciais e número adequado de alu...