sexta-feira, 21 de março de 2014

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E A ERA DOS EXTREMOS DA ÁGUA NO BRASIL

Daniel Santini - 20/03/14















O Dia Mundial das Águas é celebrado no próximo sábado, dia 22 de março. O Brasil, porém, tem pouco a comemorar em meio às mudanças climáticas que afetam o planeta. O desequilibrio provocado pelo aquecimento global, marcado por contrastes extremos, gerou crises graves no primeiro trimestre de 2014. Os problemas vão das chuvas anormais que provocaram enchentes na Bolívia e na região norte do país, ao tempo seco que fez com que diferentes cidades tivessem que promover rodízio no abastecimento de água. Neste contexto, ferramentas de visualização de dados podem ser fundamentais para traçar relações e melhor entender a situação - e, assim, pensar em soluções, formas de minimizar danos ou prevenir tragédias. Os mapas de precipitação do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, por exemplo, ajudam a visualizar como a chuva se concentrou em algumas regiões neste primeiro trimestre.


As relações entre a chuva que deixou Rondônia debaixo d´água e a seca na região sudeste são claras para quem acompanha o assunto. Em sua coluna no jornal O Vale, de São José dos Campos (SP), o geólogo e pesquisador do INPE destacou como o verão seco em São Paulo e cidades próximas é consequência da concentração de temporais na Amazônia Ocidental. "A umidade ficou por lá mesmo e acabou gerando um verão tremendamente chuvoso em todo o sistema formador do Rio Madeira. Os rios Mamoré, Beni e Madre de Dios atingiram cheias excepcionais", escreveu. Os rios encheram tanto que é possível visualizar as cheias por satélite.  Enquanto, em São Paulo o nível dos reservatórios despencou, conforme é possível visualizar no gráfico abaixo, feito a partir dos dados da Sala de Situação da Agência Nacional de Águas (ANA).

Fonte: http://www.oeco.org.br/oeco-data/28109-mudancas-climaticas-e-a-era-dos-extremos-da-agua-no-brasil

terça-feira, 18 de março de 2014

MEC ABRE HOJE AS INSCRIÇÕES PARA A EDIÇÃO 2014/1 DO SISUTEC

Elas poderão ser feitas ao longo da semana. Mais de 290 mil vagas em 122 cursos são ofertadas.
17/03/2014 00h10 - Atualizado em 17/03/2014 07h18


Durante essa semana, 17 a 21 de março, serão recebidas as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec) do primeiro semestre de 2014. Só podem se inscrever aqueles que fizeram o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2013.

Faça sua inscrição

São oferecidas 291.338 vagas em 122 cursos técnicos subsequentes nesta segunda edição do programa. Ao contrário do ano passado, quando o Maranhão ficou de fora, dessa vez todos os estados do País disponibilizaram vagas.

As vagas estão distribuídas entre 937 instituições. Do total, 55% dos postos são ofertados na região Sudeste, 14% no Nordeste, 13% no Sul, 11% no Centro-Oeste e 4% no Norte. Os cursos com maior número de vagas são o de técnico em logística (12,49%) e o de técnico em segurança do trabalho (7,32%).

Inscrições

Os candidatos poderão escolher até duas opções de curso, sendo possível alterá-lo enquanto o prazo de inscrição estiver aberto. Uma vez por dia o sistema calcula e divulga a nota de corte de cada curso. Assim o inscrito terá uma melhor noção se poderá ou não ingressar no curso que escolheu.

Vale lembrar, que além de ter participado do Enem 2013 é preciso que o interessado não tenha zerado a redação. A primeira chamada será liberada em 25 de março, com matrículas entre os dias 26 e 28. A segunda convocação sai em 1º de abril, com registro acadêmico entre os dias 2 e 4.

Terão prioridade nas vagas os alunos que cursaram todo o Ensino Médio na rede pública ou com bolsa integral em colégios particulares. Há reserva de vagas também para negros, pardos e indígenas. As inscrições para vagas remanescentes serão recebidas entre 7 e 13 de abril.

Para estas poderão se inscrever tanto os que fizeram o Enem 2013 quanto os que não realizaram o exame. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail sisutec@mec.gov.br ou através do telefone 0800-616161.

Por Dayse Luan

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

ALUNOS DA UNIVERCIDADE SOFREM PARA CONSEGUIR TRANSFERÊNCIA PARA OUTRAS INSTITUIÇÕES



Leia mais em: http://zip.net/bpmCxd

Do UOL*, em São Paulo
Alessandro Costa/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Estudantes na fila para pegar documentos na UniverCidade nesta quarta

       O Procon do Rio de Janeiro autuou nesta quarta-feira (26) o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) por dificultar a entrega de certificados de conclusão de curso e históricos escolares aos ex-alunos. A instituição foi descredenciada em janeiro pelo MEC (Ministério da Educação).
             No local marcado para a entrega dos certificados, os fiscais encontraram filas e alunos descontentes porque não conseguiram os documentos solicitados. Segundo o Procon, apenas dois funcionários realizavam o atendimento.
          Além disso, a instituição só imprimiu parte dos os documentos referentes ao 2° semestre de 2013 e o início deste ano. "Os históricos e certificados de boa parte dos alunos deste período, porém, não se encontrava ali e os funcionários não sabiam informar como eles farão para recebê-los e nem como os alunos anteriores a esse período farão para ter acesso aos seus documentos", diz a nota divulgada pelo Procon.
          O grupo Galileo, responsável pela UniverCidade, foi autuado por má prestação de serviço, realizado de forma precária e em local inadequado, além de descumprir o cronograma previsto para a entrega dos documentos a seus ex-alunos.
          Longas filas.
         Uma imensa fila de alunos e ex-alunos da UniverCidade se alastrou por três quarteirões do centro do Rio, na manhã desta quarta-feira. A instituição abriu hoje o prazo para fossem retirados diplomas, certificados de conclusão e transferência. Mas os documentos não estavam disponíveis e o atendimento não havia começado até as 11h30. Houve tumulto e a PM foi chamada.
          Os alunos começaram a chegar à rua Gonçalves Dias por volta das 7 horas. Algumas senhas foram distribuídas, mas não em número suficiente para a procura - a fila se estendeu pela Gonçalves Dias, cruzou a rua do Ouvidor, dobrou na rua do Rosário e chegou até a avenida Rio Branco.
          Às 11h30, os estudantes foram avisados de que os diplomas não estavam disponíveis e de que só poderiam pegar documentos alunos formados no segundo semestre de 2013 das carreiras de marketing, administração e ciências contábeis. A informação deixou o grupo ainda mais revoltado.
"Estou formada em administração desde 2011 e não tenho diploma nem certificado de conclusão do curso. Não posso sequer fazer um concurso público", desabafou Priscila Maia Abrandes Lima, de 32 anos.
          As universidades Estácio de Sá, Veiga de Almeida e Senac/RJ vão receber os 14 mil alunos da UniverCidade e da Gama Filho, também descredenciada pelo MEC. O prazo para transferência, iniciado hoje, vai até 14 de março. Os estudantes serão dispensados de taxas de matrícula ou de adesão.

*Com informações do Estadã
Leia mais em: http://zip.net/bpmCxd

GAMA FILHO: ALUNOS DE UNIVERSIDADE QUE FALIU NO RIO SOFREM COM ABANDONO TOTAL


Universidade Gama Filho já foi considerada uma das melhores do Brasil. Estudantes não conseguem documentos para se transferir.



Alunos da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, fazem vigília da porta da instituição. Eles estão sem aulas há meses e não conseguem nem os documentos para se transferir para outra faculdade. Professores e funcionários estão em greve por falta de pagamento, e o prédio da universidade - que já foi uma das maiores particulares do país - está abandonado.

Não há como esconder tanta decepção. Até chegar à faculdade foram noites mal dormidas, horas e mais horas de estudos, vestibular. Quando o sonho está bem perto, nada mais parece possível.


A Universidade Gama Filho, que já foi considerada uma das melhores do país, faliu. Professores estão sem receber desde outubro do ano passado e alunos, sem aulas.

“Eu pago R$ 3.450 por mês. Há seis meses eu estou sem aula e sem encostar um dedo em um paciente”, conta o estudante de medicina Rafael Iwamoto.
“Eu não imaginava que fosse chegar em uma situação dessas. Quer dizer, hoje um drama”, lamenta o professor Carlos Roberto Tourinho.

Professores, alunos e funcionários passam horas na porta da universidade esperando que alguém diga alguma coisa. Mas, o que encontram é um abandono total.

Os estudantes querem a documentação para tentarem se transferir para outra faculdade ou até para se manter no estágio. “Meu contrato venceu no dia 31 e eu não tenho mais como continuar lá sem nenhum documento que eu estou cursando a faculdade, sem nenhuma declaração, sem nenhum histórico, sem nada”, afirma a aluna de administração Camila da Silva.

“Ela não pode reter estes documentos de forma nenhuma. Eles devem ter vários canais para entregar estes documentos. Estes documentos devem ser solicitados ou pela internet ou presencialmente. E eles têm que entregar. Não há escusa legal que permita a não entrega destes documentos”, ressalta o diretor jurídico do Procon, Carlos Eduardo Amorim.

A quem eles podem recorrer? A universidade não tem mais bens, e o MEC autorizou o Grupo Educacional Galileo a assumir a Gama Filho. Esse grupo também administra outra instituição de ensino no Rio: a Univercidade, onde os alunos também enfrentam greves e falta de pagamento dos professores desde 2012.

“A responsabilidade é inteira do MEC. O MEC autorizou a transferência da faculdade de um proprietário para o outro, e não teve o dever de cuidado em checar o outro comprador neste caso. É praticamente um problema político, neste momento”, afirma o advogado Roberto Szerman.

Na semana passado alguns estudantes da Gama Filho fizeram manifestação em Brasília. No Rio de Janeiro, prometem manter a vigília.  “Pagamos um sonho para viver um pesadelo”, lamenta uma aluna.

O Grupo Galileo, que controla a Gama Filho e o Centro Universitário da Cidade, alega que está em curso um plano de reestruturação para atender as determinações do Ministério da Educação. E disse que os documentos e o histórico acadêmico podem ser solicitados pela internet.

Fonte: G1.globo.com

SEIS INSTITUIÇÕES APRESENTAM PROPOSTA PARA ALUNOS DA GAMA FILHO E UNIVERCIDADE


As instituições interessadas na transferência assistida dos estudantes são: Faculdade de Medicina de Campos (FMC), Faculdade de Tecnologia Senac Rio (Fatec), Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (Unigranri), Universidade Estácio de Sá (Unesa), Universidade Veiga de Almeida (UVA) e o Centro de Ensino Superior de Valença. As instituições devem contemplar todos os agrupamentos de cursos definidos nos editais, que definem os termos para a transferência assistida.



17 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 17:35

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil 

O Ministério da Educação (MEC) informou que seis instituições de educação superior do Rio de Janeiro apresentaram propostas para receber alunos da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), que foram descredenciadas.
As instituições interessadas na transferência assistida dos estudantes são: Faculdade de Medicina de Campos (FMC), Faculdade de Tecnologia Senac Rio (Fatec), Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (Unigranri), Universidade Estácio de Sá (Unesa), Universidade Veiga de Almeida (UVA) e o Centro de Ensino Superior de Valença. As instituições devem contemplar todos os agrupamentos de cursos definidos nos editais, que definem os termos para a transferência assistida.
De acordo com o MEC, a Secretaria de Educação Superior já está verificando o cumprimento dos itens relativos à habilitação das instituições. Os resultados deverão ser publicados no Diário Oficial da União até o dia 10 de março e, para o curso de medicina da Gama Filho, até 14 de março.
No dia 13 de janeiro deste ano, o MEC anunciou o descredenciamento da Gama Filho e da UniverCidade. Segundo a pasta, os motivos foram a baixa qualidade acadêmica, o grave comprometimento da situação econômico-financeira da mantenedora e a falta de um plano viável para superar o problema, além da crescente precarização da oferta da educação superior.
Os problemas que envolveram a Gama Filho e a UniverCidade começaram em 2012, quando o MEC instaurou um processo de supervisão a partir de denúncias de irregularidades, deficiências acadêmicas e insuficiência financeira relacionadas ao início da gestão do grupo Galileo.
No início de 2013, com o processo em curso e o surgimento de novos controladores do grupo Galileo, a crise nas instituições se agravou com a deflagração de greve de professores, de funcionários e de estudantes por falta de pagamento dos salários e precarização das condições de oferta em ambas instituições.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

PISO SALARIAL DOS PROFESSORES TERÁ REAJUSTE DE 8,32%, ANUNCIA MEC

29/01/2014 20h20 - Atualizado em 29/01/2014 20h20
Salário inicial para 40 horas semanais deve ser de R$ 1.697 em 2014.
Reajuste foi maior que no ano passado, mas menor que em 2012.

O Ministério da Educação anunciou nesta terça-feira (29) o reajuste do piso salarial dos professores da educação básica (ensinos fundamental e médio). Segundo os dados do ministério, o aumento será de 8,32%, e o valor subirá para R$ 1.697. O reajuste neste ano foi maior que no ano passado, quando o aumento foi de 7,97%, mas menor que entre 2011 e 2012, quando o reajuste foi de 22,22%.
Nos últimos cinco anos, o aumento do salário inicial dos professores que cumprem a carga horária de 40 horas semanais foi de 65,6%.
Veja abaixo a evolução do piso salarial dos professores no Brasil:
2010 - R$ 1.024,67
2011 - R$ 1.187,08
2012 - R$ 1.451,00
2013 - R$ 1.567,00
2014 - R$ 1.697,00
Entenda o cálculo do reajuste
Desde 2009, por lei, o reajuste do piso salarial é feito anualmente em janeiro seguindo como  indicador o Fundeb. O fundo reúne recursos provenientes de tributos e da complementação da União, que são repassados aos governos municipais e estaduais.


Durante o ano vigente, o valor mínimo anual investido pelo fundo por aluno da educação básica é calculado com base em estimativas de arrecadação. A variação desse valor impacta na variação do salário dos professores.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SEMANA PEDAGÓGICA: O QUE NÃO PODE FALTAR


Dia a dia, tudo o que você precisa para fazer o planejamento do ano
Cinthia Rodrigues (gestaoescolar@fvc.org.br)

Organização:

Se é verdade que um bom planejamento evita problemas posteriores, certamente a primeira semana do ano é a mais importante para qualquer escola: é quando os gestores e a equipe pedagógica se reúnem para projetar os próximos 200 dias letivos e fazer a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP) - o documento que marca a identidade da escola e indica os caminhos para que os objetivos educacionais sejam atingidos. É o momento de integrar os professores que estão chegando, colocando-os em contato com o jeito de trabalhar do grupo, e, claro, mostrar os dados da escola para todos os docentes, além de apresentar as informações sobre as turmas para as quais cada um vai lecionar. 

Antes de produzir esta reportagem, perguntamos a diretores e coordenadores pedagógicos, em nosso site, quais as principais dúvidas em relação à semana de planejamento. Recebemos 45 mensagens, questionando desde como organizar os encontros (e quem deve participar deles) até incertezas sobre os temas a debater. Para ajudar esses e outros leitores, sugerimos um cronograma para cinco dias de planejamento, com indicações sobre o que fazer em cada um deles e ideias práticas para conduzir os trabalhos.


A semana pedagógica, nunca é demais lembrar, não se restringe a esse período - pelo menos para os gestores. Érika Virgílio Rodrigues da Cunha, professora de Didática, Currículo e Avaliação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirma que o diretor deve planejar com antecedência, executar a agenda definida e acompanhar os resultados durante o ano. A preparação prévia está reunida no quadro abaixo, e as dicas para garantir um bom acompanhamento dos resultados, no último quadro desta reportagem. O planejamento da semana em si ocupa as próximas páginas. 

Uma regra geral é começar o encontro pela discussão dos grandes temas e depois partir para os desafios específicos. Para o presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Rubens Barbosa de Camargo, a melhor maneira de fazer isso é preparar bons diagnósticos. "As decisões essenciais decorrem da reflexão sobre os rumos que a escola quer percorrer", diz. 

O cronograma apresentado a seguir é apenas uma sugestão para ajudar você no planejamento da semana. Dependendo do tamanho da sua equipe docente e da escola, faça as adequações necessárias. 

E um excelente planejamento para sua escola!

  MESTRADO PROFISSIONAL CAPES aprova primeira proposta com parte do curso em EaD Projeto tem atividades presenciais e número adequado de alu...